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“Um catequista é, antes de qualquer coisa, alguém que acredita”

“Vale a pena ir á missa, todo o final de semana, mesmo que nenhuma das suas crianças da catequese apareça por lá. Vale a pena organizar momentos de formação, encontros, celebrações, mesmo que nenhum pai ou mãe de seus catequizandos, apareça por lá. Vale a pena rezar, mesmo que ninguém ao seu redor reze.

Vale a pena valorizar a família, falar do respeito, da necessidade de convivência entre pais e filhos, mesmo que até a sua própria família não esteja neste patamar de convivência.  Vale a pena ler a Bíblia, degustar cada palavra, entender o que o Pai do céu quer nos dizer, mesmo que até muitos de seus colegas catequistas não a leiam.

Vale a pena continuar evangelizando, tentando, insistindo com a catequese, reservando um tempinho para tocar o coração de crianças, mesmo que muita gente que se diz católica e cristã já tenha desistido desta missão.

Vale a pena respirar fundo e prosseguir mesmo que a vontade, em alguns momentos, seja a de jogar tudo para o alto e ir embora. Vale a pena ser catequista, mesmo que te chamem de utópico e sonhador. Vale a pena falar de Deus, mesmo que até mesmo as pessoas próximas de você, duvidem da existência Dele.

Vale a pena continuar acreditando mesmo que tudo indique um caminho contrário.  Vale a pena continuar trabalhando, arranjando tempo no meio de tantos outros compromissos, mesmo que muitos encontrem qualquer desculpa para não trabalhar.

Um catequista é, antes de qualquer coisa, alguém que acredita. Ainda bem que neste mundo, ainda existam pessoas assim, que mesmo com tanta adversidade e descrença, seguem firme no ideal de mudar mundo com pequenas ações. Vale a pena continuar sendo catequista.”

 

Artigo publicado na coluna “Ponto de Vista” do Jornal Lourdes – agosto/2018

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