Meneguzzi denuncia caminhão da merenda escolar parado há um ano no pátio da Smed

fevereiro 12, 2020

Parlamentar revela equipamentos eletroeletrônicos e de cozinha estocados há três anos

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB denunciou, na sessão desta quarta-feira (12), situações de má gestão no material e na utilização da verba pública pela gestão anterior da Secretaria Municipal de Educação (Smed). No telão do plenário, ele mostrou fotos que revelam, pelo menos, duas situações consideradas graves, que revelam a má utilização do dinheiro público.

Uma delas é um caminhão-baú exclusivo para transporte de merenda escolar, que está parado no pátio do setor de Depósito e Manutenção da Smed, localizado na rua Luiz Michielon, no bairro Lourdes. Segundo informações, ele foi cedido pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), em 2018, quando operou até dezembro daquele ano. Porém, está parado desde janeiro de 2019, devido ao término e a não-renovação do convênio pelo governo do prefeito cassado Daniel Guerra.

Alguém tem que dizer qual é o documento que falta. Por que o governo do Estado não corrigiu? É IPVA ou seguro? O motorista tem que ir para frente para trás com o caminhão para não descarregar a bateria. Isso é um mico. Recomendaria à ex-secretária Marina Matiello, que acrescentasse isso à prestação de contas dela, assim como outros ex-colegas estão fazendo nas redes sociais”, afirma.

Já no interior do depósito, diversos materiais eletroeletrônicos e de cozinha sem uso, estão estocados há mais de três anos. São ventiladores de teto, aquecedores, fornos elétricos, panelas, caçarolas, bules, chaleiras, balanças de alimentos e dois freezers também embalados. Eles foram adquiridos no final do governo do ex-prefeito Alceu Barbosa Velho. O destino seriam as escolas de educação infantil que seriam construídas na gestão posterior. Contudo, as obras não saíram e eles não foram encaminhados às escolas municipais, conforme a necessidade.

A gente vê o drama dos alunos e professores pelo excesso de calor e os ventiladores estão ali parados há três anos. Enquanto as escolas municipais e as escolinhas clamam por uma estrutura melhor para trabalhar, a gestão do ex-prefeito Daniel Guerra deixou como um de seus legados, este tipo de situação. Um absurdo tamanha falta de compromisso com a nossa educação e com o dinheiro público”, afirma.

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Meneguzzi critica falta de previsão para reparo em sala de aula interditada

abril 18, 2018

Município alegou ainda não ter disponibilidade de custear reforma, com gastos na ordem de R$ 130 mil

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) recebeu, nesta quarta-feira, 18 de abril, resposta ao ofício que encaminhou à Secretaria Municipal da Educação (Smed), no qual pede que o Executivo faç aos reparos necessários na sala da educação infantil, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Abramo Pezzi. A instituição, localizada no loteamento Castelo, tem um cômodo que seria dedicado ao acolhimento de 40 crianças de quatro e cinco anos, interditado desde 2016. No documento, a prefeitura explica que não possui verba em caixa para a reforma, que se aproxima dos R$ 130 mil.

Situação da sala de aula interditada, em março de 2018 – Foto Felipe Padilha

Para Meneguzzi, que em 2017 integrou a Comissão de Educação da Câmara, o Executivo precisa resolver o problema o quanto antes, visto que seriam 40 crianças a menos na fila da educação infantil. “Temos um orçamento de quase 2 bilhões e a prefeitura diz que não é possível destacar 130 mil para reformar uma sala de aula e refazer a estrutura necessária. Isso é de se lamentar, porque a educação continua sendo jogada para segundo plano”, completou

No parecer, a Smed diz que a sala foi interditada em outubro de 2016, depois da movimentação excessiva do muro de contenção da escola ocasionado por chuvas torrenciais. Os técnicos esclarecem que o projeto e seus acessórios foram finalizados em 1º de outubro de 2017 e que não estão sendo poupados esforços para viabilizar a reforma.

À época, Meneguzzi também havia encaminhado cópia do mesmo documento, acompanhado de registros fotográficos, ao Ministério Público para que apurasse a situação e desse os devidos apontamentos. No entanto, o MP ainda não se manifestou sobre a situação. O documento do Executivo finaliza esclarecendo que “o primeiro recurso alcançado será aplicado para execução desta obra”.