Meneguzzi lamenta o fim do policiamento comunitário em Caxias

outubro 22, 2019

Vereador critica omissão do Executivo no debate do tema

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB participou, nesta segunda-feira (21), da audiência pública sobre Policiamento Comunitário. O encontro foi promovido pela Comissão de Segurança Pública e Proteção Social (CSPPS) do Legislativo. O tema foi debatido juntamente com representantes da Brigada Militar, Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (Consepro) e da União das Associações de Bairros de Caxias do Sul (UAB), entre outras entidades.

Meneguzzi lamentou que, há cerca de três anos, o policiamento comunitário vem decrescendo, segundo ele, está com os dias contados. A conclusão vem dos pronunciamentos do comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º B P M), tenente-coronel Jorge Emerson Ribas, desde 2017. Situação agravada pela omissão do Executivo. Isso porque, mais uma vez, o secretário municipal de Segurança Pública e Proteção Social, Ederson de Albuquerque Cunha, não compareceu ao debate na Câmara de Vereadores.

Não tem policiamento, não tem vontade política. Tem um prefeito que só viaja. Um secretário de Segurança que não participa, que não tem vontade nenhuma de fazer com que o policiamento comunitário vá adiante. Lamento que a gente esteja novamente falando de um assunto repetitivo”, frisou Meneguzzi.

O parlamentar comparou o valor mensal do policiamento comunitário para o Município com a despesa de viagens do prefeito Daniel Guerra e do irmão dele, o chefe de gabinete, Chico Guerra. “É R$ 30 mil por mês. O prefeito já gastou quase R$ 200 mil em diárias e passagens, este ano. Daria muito bem para financiar o policiamento comunitário”, criticou.

PRIORIDADE

Durante a manifestação, Alberto Meneguzzi ponderou ainda sobre a instalação do Batalhão de Choque da Brigada Militar, em Caxias do Sul. Conforme o parlamentar, a prioridade da segurança pública é o policiamento ostensivo, e não, o repressivo. Ele voltou a criticar a destinação do prédio do antigo Senai José Gazola para o batalhão.

Além disso, o vereador ressaltou o real objetivo desta unidade militar, que acabou retirando policiais do patrulhamento comunitário. Meneguzzi defendeu a utilização do local para a educação profissional. Fato que, conforme ele, contribuiria para a redução da criminalidade.

Quanto mais formação profissional dos nossos jovens, principalmente, em uma área tão carente como a zona norte, menos nós vamos precisar de ações policiais. Mas aqui no Rio Grande do Sul tem sido o contrário. Vibra-se com a construção de presídio, lamenta-se a falta de investimento em escolas e tira-se a formação profissional da juventude”, afirma.

 

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Meneguzzi reafirma importância da qualificação de jovens para superar a violência

setembro 27, 2019

Vereador volta a lamentar retirada do Senai José Gazola da Zona Norte de Caxias, região que é a mais violenta da cidade

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) reafirma importância da qualificação de jovens para superar a violência. Ao mesmo tempo, ele lamenta o fechamento do Senai José Gazola, no bairro São José, que atendia a mais de 400 pessoas desde a década de 1980. Nesse local, tinham oportunidade de realizar cursos profissionalizantes que os preparavam para o mercado de trabalho. Segundo reportagem do Jornal Pioneiro, desta sexta-feira, 27 de setembro, a Zona Norte contabiliza maior número de assassinatos, nos últimos três anos. A maioria das mortes vitimou homens de 18 a 29 anos.

Conforme levantamento, em 2019 foram contabilizados 67 assassinatos, sendo 369 homicídios, 41 confrontos com a polícia, 27 latrocínios e 17 feminicídios. A maioria das vítimas foram mortas a tiro, num total de 362. Os bairros que mais sofrem com a criminalidade estão localizados na Zona Norte e proximidades, entre eles, Santa Fé, Vila Ipê, Reolon e Fátima, totalizando 83 mortes. Primeiro de Maio, Planalto, Euzébio Beltrão de Queiróz, Serrano, Esplanada e Charqueadas contabilizam 82 óbitos.

Desde setembro de 2018, Meneguzzi intermediou reuniões, encontros e levou a necessidade da discussão sobre a manutenção do serviço do Senai José Gazola na Zona Norte à tribuna da Câmara em diversas situações. No início de setembro de 2019, a prefeitura intermediou um termo de cessão de uso daquela área pública entre o Senai e a Brigada Militar, para que o prédio abrigue um batalhão de choque. Na visão do parlamentar, é importante a presença das forças de repressão, mas diante dos índices de violência na cidade e falta de amparo aos jovens, dando a eles todo suporte e capacitação para estarem empregados, é uma lástima a perda daquele espaço, fazendo com que esses adolescentes fiquem propensos a entrar na criminalidade.

Ele volta a reforçar que violência se combate com emprego. Para Meneguzzi, se a cidade não acolher esses jovens, qualificando-os, certamente o crime os acolherá. “Eu vibro com um batalhão de choque aqui, mas preferia humildemente que aquele local fosse utilizado para a área da educação porque é essa a necessidade, a formação profissional. A Zona Norte de Caxias tem uma população de 100 mil habitantes e muitos jovens estão sem emprego e sem formação,” esclareceu.

Meneguzzi questiona a falta de atenção do Executivo à segurança da população caxiense

setembro 17, 2019

Vereador também voltou a falar sobre a ocupação do prédio do Senai José Gazola por batalhão de choque

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) se manifestou durante o espaço da convocação do secretário municipal de Segurança Pública e Proteção Social, durante a sessão ordinária desta terça-feira, 17 de setembro. Na oportunidade, ele contestou Ederson de Albuquerque Cunha, sobre que medidas estão sendo tomadas para combater a criminalidade na cidade. O parlamentar enfatizou que a atual administração não prioriza a segurança pública. Ele retomou a fala sobre o termo de cessão de uso do prédio do antigo Senai José Gazola, no bairro São José, cuja lei determina que o espaço deva ser utilizado para a formação profissional de jovens e não para a implantação de batalhão de choque.

Meneguzzi também relatou a realidade de Caxias do Sul, que conta com 25 mil desempregados e outros 14 mil jovens esperando na fila por uma vaga de estágio. Recordou os casos de latrocínio (roubo seguido de morte), sempre envolvendo indivíduos ligados ao tráfico de drogas. Questionou a intervenção que foi feita no bairro Euzébio Beltrão de Queiroz, quais ações foram feitas, bem como a retirada do local que era destinado a Guarda Municipal, na região do bairro São Pelegrino.

Ele manifestou sua curiosidade com relação à função de um lutador de jiu-jitsu contratado pela prefeitura e o projeto de segurança. “Nós estamos desde o primeiro dia do governo do prefeito Daniel Guerra insistindo em questões práticas de diálogo com a Brigada Militar, com outras corporações. Não me surpreende o prefeito ter lhe convidado, mas o senhor, secretário, ter aceito o convite para integrar um governo que dá importância para a segurança pública”, completou.

 

Meneguzzi lamenta o crescimento dos números da violência em Caxias

setembro 13, 2019

Parlamentar se manifestou na tribuna dizendo que insegurança se combate com educação e profissionalização de jovens

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) lamenta o crescimento dos números de violência na cidade de Caxias do Sul. Na última quinta-feira, 12 de setembro, o parlamentar foi a tribuna do Legislativo, onde abordou a ocorrência de crimes que atentaram contra a vida de uma mulher de 45 anos. Ela foi vítima de latrocínio logo após descer do ônibus para ir ao trabalho. De acordo com a Polícia, somente em 2019, foram registrados quatro crimes deste gênero, no município.

Durante a sua fala, Meneguzzi ainda recordou de um sequestro ocorrido na terça-feira, 10 de setembro, onde um indivíduo obrigou mãe e filho a circularem com o seu veículo por diversas ruas da cidade e lhes roubou a camionete e um valor em dinheiro. Ao mesmo tempo, ele recordou do fechamento do Senai José Gazola e sua cessão de uso para instalação do batalhão de choque da Brigada Militar.

Na visão de Meneguzzi, não são as forças de repressão que irão diminuir os índices de violência, mas a questão da educação e profissionalização dos jovens. “Nós batemos na tecla do Senai José Gazola desde o ano passado. Para que aquele lugar fosse um local de qualificação profissional para a nossa juventude, para adultos, para recolocação no mercado de trabalho, em uma região que é bastante abandonada, que é quase uma cidade a região norte de Caxias do Sul”, salienta.

Para Meneguzzi, ocupação do prédio do Senai José Gazola por batalhão de choque contraria a legislação que autorizou uso do espaço

setembro 10, 2019

Vereador recordou a lei que permitiu o uso de terrenos públicos para construção de escola profissionalizante; o local, se não usado para educação, deveria ser devolvido ao município

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) foi à tribuna da Câmara, na sessão desta terça-feira, 10 de setembro. Ele, que sempre foi contra o fechamento do Senai José Gazola, no bairro São José, acredita que o termo de cessão de uso assinado na última sexta-feira, 06 de setembro, pela prefeitura e direção estadual do Senai, autorizando a utilização do prédio, localizado na esquina das ruas Governador Roberto Silveira e Professor Luís Facchin, para a implantação do batalhão de choque da Brigada Militar, vai de encontro à legislação municipal.

Ainda em setembro de 2018, Meneguzzi se manifestou junto à Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) e ao Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), sobre a preocupação com a interrupção dos cursos que atendiam mais de 400 jovens, sendo a maior parte deles da Zona Norte. Foram realizadas diversas reuniões, mobilizadas pelo gabinete do parlamentar, entretanto, o Senai resolveu não abrir mais vagas na unidade José Gazola e aumentar o número de atendimentos no Instituto de Mecatrônica, nas proximidades da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Neste ano de 2019, Meneguzzi iniciou uma série de diálogos para que o prédio não ficasse abandonado e pudesse servir para a formação educacional e profissional de jovens. Isso porque, nas leis municipais 2.483/1979 e 2.575/1980 estabelecem a permuta de terrenos públicos para que o Senai pudesse construir a unidade José Gazola, está escrito que a área deveria ser revertida ao município caso não lhe fosse dado a destinação de espaço de formação educacional.

Ele relatou que, no mês de agosto de 2019, se reuniu com o atual presidente do Simecs, Paulo Spanholi, e intermediou uma conversa entre o gestor da entidade e representantes da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs). A intenção era verificar a viabilidade da realocação das instalações dessa unidade de ensino, hoje localizada junto ao Instituto Estadual Cristovão de Mendoza, para o prédio do Senai José Gazola.

Da tribuna, Meneguzzi se mostrou surpreso com a falta de diálogo do Sistema S, que administra o Senai, e fechou a unidade sem consultar a comunidade, bem como da própria prefeitura e representantes do setor empresarial, que não deram a destinação correta e legal às instalações do Senai José Gazola. “Eu vibro com um batalhão de choque aqui, mas preferia humildemente que aquele local fosse utilizado para a área da educação porque é essa a necessidade, a formação profissional. A Zona Norte de Caxias tem uma população de 100 mil habitantes e muitos jovens estão sem emprego e sem formação,” esclareceu.

 

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Meneguzzi volta a questionar fechamento do Senai José Gazola

março 27, 2019

O vereador também defendeu que a Câmara tenha espaço para se manifestar em uma reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul

O parlamentar Alberto Meneguzzi (PSB) voltou a indignar-se com o fechamento recente da unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) José Gazola, no bairro São José. Outro ponto defendido pelo vereador, na sessão ordinária desta quarta-feira, 27 de março, foi no sentido de o Legislativo ser convidado a palestrar em uma reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul. Durante a plenária, Meneguzzi também cobrou do município maior disposição em atender a projetos culturais e esportivos por meio de financiamento público.

Na opinião do vereador, não é possível aceitar que 400 jovens não terão mais a oportunidade de realizarem cursos profissionalizantes no Senai José Gazola, cujo terreno pertence ao município e a estrutura foi viabilizada pelo empresariado por meio do Sistema S. Além disso, Meneguzzi leu trechos das respostas encaminhadas pela prefeitura em torno da possibilidade de uso do espaço.

Segundo o parlamentar, a Secretaria Municipal da Educação (Smed) informou que ficou sabendo que o Senai não daria continuidade às ações no local em novembro passado, quando já não teria mais como reverter a situação. “A Smed admite que fez medições, para possibilidade de uso como escola, mas o Senai teria recusado a alugar. Fico triste com essas respostas porque o município poderia ter se mobilizado, mas a Smed foi omissa. Assim, o prédio do Senai José Gazola vai virar o mesmo que ocorreu com o prédio do antigo INPS (Instituto Nacional de Previdência Social), na final da Rua Pinheiro Machado: um depósito para gente desocupada. Defendo que seja usado para a educação profissional”, frisou Meneguzzi, recebendo apoio do vereador Adiló Didomenico (PTB), que também lastimou o encerramento dos cursos do Senai José Gazola.

O socialista estendeu suas críticas à falta de ação do empresariado para manter a unidade do Senai. Ainda no tocante ao campo empresarial, Meneguzzi cobrou da CIC de Caxias do Sul que o Legislativo seja convidado a palestrar em uma reunião-almoço da entidade. Fez esse pedido, tendo em vista que percebe muitas críticas em relação aos vereadores, entretanto, a Câmara costuma sempre estar presente para intermediar demandas e ajudar a comunidade.

A falta de mais investimentos em esporte, cultura e saúde foi mais um tópico que mereceu o olhar de Meneguzzi. Com base em queixas e desabafos da população, o socialista questionou a baixa quantidade de projetos desportivos classificados para o financiamento público do município, reivindicou mais atenção à esfera cultural e material para os profissionais atuarem nas Unidades Básicas de Saúde, como pilhas para equipamentos funcionarem. Quanto ao Fiesporte, “nenhum projeto de pessoa física foi contemplado. É mais uma prova que este governo (municipal) não leva a sério o esporte”, afirmou o parlamentar.