Meneguzzi critica morosidade do Executivo à abertura da UPA Central

outubro 17, 2019

Parlamentar lamenta a incapacidade do governo municipal em cumprir prazo acordado com o MP

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB lamenta que o fechamento do Postão 24 Horas tenha completado um ano, nesta quinta-feira (17). Ele critica a demora do Executivo em reabrir o pronto atendimento, que adotará a denominação de UPA Central 24 Horas. A estimativa inicial da secretaria Municipal da Saúde era de que o serviço reabrisse até 1º de abril deste ano, mas o prazo já ultrapassou em sete meses.

Conforme Meneguzzi, neste período, quem mais sofreu foi a população que precisou utilizar o Postão, mas teve que se deslocar à UPA Zona Norte. “Desde então, a marca do atendimento da UPA tem sido a superlotação. Além disso, recebi e encaminhei ao Ministério Público, várias denúncias sobre irregularidades trabalhistas e no atendimento da população”, salienta.

Alberto Meneguzzi considera que o Executivo foi incapaz de adotar as medidas necessárias para que o prazo de reabertura do pronto atendimento fosse reaberto à população. Em agosto, juntamente com o vereador Kiko Girardi/PSD, o socialista solicitou que o MP intermediasse uma visita dos vereadores à obra da reforma do Postão. Entretanto, o órgão respondeu que a competência para determinar o ato seria do Judiciário. Mesmo assim, a Comissão de Saúde tomou a iniciativa e, por conta própria, resolveu vistoriar a obra.

Neste um ano fechado, o Postão fez muita falta para quem realmente precisa do pronto atendimento público. Mesmo sabendo disso, o Executivo não se esmerou para abrir o serviço, principalmente, no inverno. Isso fez com que muitos pacientes tivessem que ser transportados da UPA ao Hospital Virvi Ramos, primeiramente, em uma pseudoambulância e, depois, em um veículo da Guarda Municipal, como se os pacientes fossem criminosos”, afirma.

Meneguzzi pede que Ministério do Trabalho realize vistoria nas obras da UPA Central

agosto 16, 2019

Parlamentar citou a demora na conclusão das reformas e a falta de transparência do Executivo sobre a situação do prédio

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) encaminhou, na tarde desta sexta-feira, 16 de agosto, ofício ao chefe da Secretaria do Trabalho e Previdência Social, antigo Ministério do Trabalho, em Caxias do Sul. No documento, o parlamentar pede que Vânius Corte realize vistoria nas obras do Pronto Atendimento 24h, que será denominado de UPA Central.

Meneguzzi justifica preocupação com a demora na entrega das obras de reforma do local, que está fechado desde outubro de 2018, bem como com as condições de trabalho de quem está executando as adequações. Além disso, cita a falta de transparência do Executivo municipal sobre a situação do prédio, sendo que não há prazo para reabertura dos serviços. Não se tem conhecimento sobre o estágio do andamento das obras e já foi negada a visita à Comissão de Saúde da Câmara, pelas secretarias municipais da Saúde e de Planejamento.

De acordo com Meneguzzi, a vistoria do Ministério do Trabalho pode ajudar o município nas questões pertinentes à finalização das obras, bem como do restabelecimento da prestação dos serviços de atendimento em saúde. “Nós, vereadores, não temos a liberação para visitar as obras e fiscalizar o uso do dinheiro público, que é nossa prerrogativa. Já pedi ao MP que intermedeie essa situação com o Executivo. Precisamos de transparência, inclusive se há condições de trabalho para que tudo fique pronto e seja seguro para a população usar a UPA Central”, explica.

Meneguzzi e Kiko Girardi pedem que MP intermedeie visita às obras na UPA Central

agosto 13, 2019

Documento endereçado à promotora Adriana Chesani sugere que o Ministério Público também acompanhe a vistoria

Os vereadores Alberto Meneguzzi (PSB) e Kiko Girardi (PSD) protocolaram, na tarde desta terça-feira, 13 de agosto, ofício no Ministério Público Estadual, solicitando que o órgão intermedeie a visita dos parlamentares às obras da UPA Central. No documento, endereçado à promotora Adriana Chesani, é sugerido que o MP acompanhe a vistoria.

Meneguzzi e Kiko justificam que estão preocupados com os serviços de atendimento de saúde de Caxias do Sul, porque a UPA Zona Norte não tem dado conta de todas as demandas e o plano de contingenciamento anunciado pela prefeitura para o inverno apresenta falhas. Além disso, o Pronto Atendimento 24h, que passará a se chamar UPA Central, está fechado e sem prazo para reabertura. Não se tem conhecimento sobre o estágio do andamento das obras e já foi negada a visita à Comissão de Saúde da Câmara, pelas secretarias municipais da Saúde e de Planejamento.

De acordo com Meneguzzi, a visita se faz necessária para ver o andamento da reforma, bem como tirar dúvidas sobre a gestão compartilhada e licitações da UPA Central. “Já que não há uma liberação por parte da prefeitura para as visitas e não foram cumpridos os prazos que era de abertura ate abril e também não há garantia que vai abrir até o fim de 2019, precisamos saber o que está acontecendo e como está acontecendo”, explica.

Meneguzzi apura denúncias de problemas com atendimento no Postão 24h

abril 30, 2018

Ao conversar com pacientes, vereador constatou demora e falta de médicos no Pronto Atendimento

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) visitou o Pronto Atendimento 24 horas na manhã desta segunda-feira, 30 de abril. Depois de receber denúncias de usuários pela demora no atendimento aos pacientes, foi até o local para apurar os fatos. Lá, se reuniu com o ex-diretor-geral do Postão, Dr. Érico Jordani, que lhe explicou o funcionamento das escalas médicas, mas ponderou que dos cinco profissionais que estariam de plantão, apenas dois se apresentaram. De acordo com Jornani, um dos três médicos que não apareceu chegou a enviar um atestado de saúde às 7h31 na manhã desta segunda-feira.

Ao entrar na sala de espera, Meneguzzi encontrou o espaço lotado e pacientes aguardando pelas consultas e procedimentos por mais de seis horas. O principal questionamento feito pelos cidadãos se devia à falta de respostas sobre a previsão do atendimento. Na oportunidade, Meneguzzi também conversou com alguns servidores que apontaram a falta de um profissional de referência para buscarem orientações ou um atendimento mais ágil. Isso porque Jordani pediu exoneração do cargo no final do mês de março e, até então, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não nomeou o sucessor. Além disso, o Postão não dispõe de um diretor-técnico nomeado.

Meneguzzi registrou as demandas dos pacientes e também fotografou o espaço para fazer o encaminhamento à Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara. O parlamentar lamenta o fato da falta de médicos, mas avalia que a situação acaba sendo reflexo da falta de condições imposta pelo Executivo para que os servidores possam trabalhar. “Não existe ninguém para controlar, para orientar. Isso leva a algo muito preocupante: os médicos mandam justificativas de atestado para eles mesmos, meia hora antes de iniciar os próprios plantões. A situação que acompanhamos foi caótica”. Para ele, é preciso que o prefeito nomeie imediatamente uma nova direção para o Postão. “Ninguém mais aguenta, nem usuários e muito menos os servidores”, conclui Meneguzzi.

Município revogará edital de terceirização do Postão

dezembro 22, 2017

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) avalia como prudente e democrática a decisão do Executivo em revogar o edital de gestão compartilhada do Pronto Atendimento 24h. A rejeição do projeto de terceirização foi votada na noite da última quarta-feira, 20 de dezembro, durante reunião extraordinária do Conselho Municipal de Saúde, no plenário da Câmara. O parlamentar acompanhou todo o encontro, que se estendeu até às 23h.

Meneguzzi, no entanto, lamenta a intenção do Executivo em criar a polêmica antes de apresentar o projeto UBS+ ao Conselho, que tem caráter deliberativo. Além disso, vê que a terceirização, nos moldes que o município propôs, iria sucatear ainda mais a estrutura. O edital propunha um valor superior a R$ 2,5 milhões e a empresa selecionada pelo menor preço avaliou a prestação dos serviços no valor de R$ 1,8 milhão.

“O PA precisa, sim, de melhorias para o atendimento ser, de fato, melhor à população, mas entregar o Postão a uma empresa terceirizada que investiria o mesmo tanto que o IGH está recebendo pela UPA, que é menor e está sob investigação do Ministério Público, não seria a melhor solução”, conclui o vereador.

Meneguzzi acompanha reunião do Conselho de Saúde e avalia positivamente rejeição à terceirização

dezembro 21, 2017

Encontro deliberou pela desvinculação do UBS+ da gestão compartilhada da UPA

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) permaneceu no plenário da Câmara até as 23h desta quarta-feira, 20 de dezembro, onde acompanhou a reunião extraordinária do Conselho Municipal de Saúde. O encontro deliberou pela rejeição à gestão compartilhada do Pronto Atendimento 24h, encaminhada pelo Executivo. O parlamentar ficou surpreso com a adesão dos conselheiros e com o embasamento com o qual justificavam a contrariedade à nova modalidade proposta pela prefeitura.

“Grande parte dos conselheiros que se manifestaram usou como base as denúncias que encaminhamos ao Ministério Público sobre as irregularidades do Instituto de Gestão e Humanização (IGH) na administração da UPA Zona Norte. Se lá, que a Unidade é nova, o serviço é prejudicada pela falta de materiais e desrespeito às leis trabalhistas, imagine numa estrutura maior, mais pesada, ser administrada pelo mesmo valor da UPA”, salienta Meneguzzi, lembrando que o envelope que venceu a licitação é o de menor preço.

O debate durou mais de três horas e foi encerrado com a votação pelo desmembramento do projeto UBS+, visto pela comissão como positivo, da intenção de terceirização do Postão.

Nas últimas duas semanas, o parlamentar tem trazido a público os problemas na gestão dos plantões do Pronto Atendimento. Em 09 e 16 de dezembro, o Postão contou com poucos profissionais médicos em serviço, gerando sobrecarga às equipes médica e de enfermagem do local. Contatado, o diretor-geral do PA não conseguiu encontrar alternativas para a solução imediata do problema. Ambas as situações geraram memorandos à administração, expondo os danos à população, causados pela deficiência nas escalas.

A exemplo das denúncias sobre o IGH, Meneguzzi levou tais situações ao Ministério Público Estadual e também fez o encaminhamento das demandas ao Conselho Regional de Medicina do RS. “No edital da terceirização constavam informações de que estava instaurada uma ‘operação tartaruga’ no Postão. No entanto, de acordo com a Secretaria de Saúde, tais situações estão sendo investigadas por sindicância e são sigilosas. Se são sigilosas, por que colocaram no edital? A ideia, de fato, era precarizar o atendimento para justificar a terceirização. Vitória do conselho, vitória da população”, conclui.

Meneguzzi lamenta precarização e falta de gestão no PA 24h

dezembro 17, 2017

Pelo segundo final de semana seguido faltaram profissionais médicos nas escalas de plantão

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) lamentou, na manhã deste domingo, 17 de dezembro, a falta de gestão da Secretaria Municipal da Saúde na escala de plantões do Pronto Atendimento 24h. Pelo segundo final de semana seguido, o Postão operou durante a noite de sábado, 16, com o número insuficiente de médicos, o que gerou sobrecarga nas equipes médica e de enfermagem e revolta dos pacientes que aguardaram por mais de 12h por atendimento.

A exemplo do memorando escrito na tarde do sábado, 09 de dezembro, novo documento redigido pela equipe médica à direção do Postão, dois médicos que deveriam trabalhar na noite de 16 de dezembro não foram trabalhar. Um deles estava de atestado. A outra profissional estava com falta justificada. O coordenador do Pronto Atendimento 24h, chegou a sugerir que os pacientes que estavam ali e tivessem condições fossem levados pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) à UPA Zona Norte.

“Mais uma noite terrível para quem precisou utilizar o PA 24 horas. Mais uma vez, a Secretaria da Saúde não fez a gestão correta do plantão de médicos no local. Mais uma vez está escancarada a intenção do Executivo de precarizar a estrutura e o atendimento do Postão para justificar a terceirização. Ao invés de escalar o número de médicos suficiente ou ir até o local para explicar aos pacientes o que estava ocorrendo, a direção omite a informação para que os cidadãos culpem os servidores pelos problemas”, declarou Meneguzzi.

Ainda conforme o documento, das 19h30 do dia 16, até às 08h do dia 17 de dezembro, nenhum paciente com a classificação “verde” foi atendido.

Na última quarta-feira, 13, Meneguzzi se pronunciou na tribuna da Câmara sobre a situação encontrada por ele em 1º e 09 de dezembro. No mesmo dia, foi até o Ministério Público e entregou ofício com cópia do primeiro memorando e outros documentos à promotora Adriana Chesani. 

“O caos está instaurado no SUS, em Caxias, porque é nítida a vontade de atual administração de sucatear, provocar pressão e estresse aos servidores, a fim de justificar a terceirização ou a extinção de serviços básicos à população. Vamos pedir ao MP que investigue e, se forem comprovadas as irregularidades, que se tomem as providências necessárias para manter o Postão em dia e que a população seja atendida com qualidade”, finalizou o parlamentar.

Meneguzzi entrega denúncias de precarização do Postão ao Ministério Público

dezembro 13, 2017

Entre os problemas, falhas na escala médica e pressão sobre os servidores

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) entregou ao Ministério Público, na tarde desta quarta-feira, 13 de dezembro, denúncias que chamam a atenção por mostrarem a precarização do Pronto Atendimento 24h. De acordo com o parlamentar, a estratégia do Executivo é o fornecimento do mínimo do serviço para justificar a gestão compartilhada já prometida pelo prefeito Daniel Guerra (PRB).

No documento, Meneguzzi ilustra dois casos de vistorias realizadas por ele em 1º e 09 de dezembro. Na primeira situação, havia cidadãos aguardando por mais de seis horas para serem consultados. Além disso, conversou com servidores, que relataram a desatenção da administração com o PA. O vereador constatou, entre outras coisas, um elevador que estava quebrado há mais de uma semana e um condicionador de ar que expedia água para dentro da sala, sendo recolhida em um balde.

Já no sábado, 09 de dezembro, estavam de plantão apenas três médicos durante a tarde, com a perspectiva de atendimento de dois no plantão noturno. Assim, os servidores, tanto os médicos quanto a equipe de enfermagem, que estavam trabalhando ficaram extremamente sobrecarregados. “O caos está instaurado no SUS em Caxias e, porque é nítida a vontade da atual administração de sucatear, provocar pressão e estresse aos servidores, a fim de justificar a terceirização ou a extinção de serviços básicos à população”, salienta Meneguzzi.

A falta de profissionais e as falhas no atendimento geraram um memorando escrito pela equipe médica e de enfermagem para a coordenação de enfermagem e direção-geral do PA 24H, sobre a escala médica insuficiente. O documento exara: “Declaramos que as condições de trabalho da equipe de plantão na data de hoje foram precárias e insalubres, sobrecarregando todos os funcionários e colocando a equipe e a população em risco – e a população se queixando de um atendimento demorado”.

De acordo com o memorando, os profissionais contataram o diretor-geral do PA, solicitando a reposição de médicos ou a sua presença para plantão e não foram atendidos. O referido gestor informou que estava de sobreaviso em outro serviço.

“Não bastasse isso, a imprensa de Caxias veiculou uma matéria nesta quarta onde o Executivo diz que a grande justificativa para terceirizar o Postão é a demora no atendimento. Ora, se existe uma sindicância aberta para tratar desse assunto, um processo dito como sigiloso, e a prefeitura coloca no edital de seleção da empresa que vai gerenciar a UPA que a problemática está instaurada nos servidores e no atendimento é, no mínimo, estranho”, rebate Meneguzzi.

As denúncias foram encaminhadas à promotora Adriana Chesani, que está com o restante da documentação referente aos fatos levantados contra o IGH na administração da UPA Zona Norte, acompanhadas de provas e documentos.

Os vereadores Rafael Bueno (PDT) e Renato Oliveira (PCdoB), também integrantes da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara, também estiveram presentes e fizeram a entrega de denúncias que denotam a terceirização do Albergue Municipal.