Meneguzzi apura denúncias de problemas com atendimento no Postão 24h

abril 30, 2018

Ao conversar com pacientes, vereador constatou demora e falta de médicos no Pronto Atendimento

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) visitou o Pronto Atendimento 24 horas na manhã desta segunda-feira, 30 de abril. Depois de receber denúncias de usuários pela demora no atendimento aos pacientes, foi até o local para apurar os fatos. Lá, se reuniu com o ex-diretor-geral do Postão, Dr. Érico Jordani, que lhe explicou o funcionamento das escalas médicas, mas ponderou que dos cinco profissionais que estariam de plantão, apenas dois se apresentaram. De acordo com Jornani, um dos três médicos que não apareceu chegou a enviar um atestado de saúde às 7h31 na manhã desta segunda-feira.

Ao entrar na sala de espera, Meneguzzi encontrou o espaço lotado e pacientes aguardando pelas consultas e procedimentos por mais de seis horas. O principal questionamento feito pelos cidadãos se devia à falta de respostas sobre a previsão do atendimento. Na oportunidade, Meneguzzi também conversou com alguns servidores que apontaram a falta de um profissional de referência para buscarem orientações ou um atendimento mais ágil. Isso porque Jordani pediu exoneração do cargo no final do mês de março e, até então, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não nomeou o sucessor. Além disso, o Postão não dispõe de um diretor-técnico nomeado.

Meneguzzi registrou as demandas dos pacientes e também fotografou o espaço para fazer o encaminhamento à Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara. O parlamentar lamenta o fato da falta de médicos, mas avalia que a situação acaba sendo reflexo da falta de condições imposta pelo Executivo para que os servidores possam trabalhar. “Não existe ninguém para controlar, para orientar. Isso leva a algo muito preocupante: os médicos mandam justificativas de atestado para eles mesmos, meia hora antes de iniciar os próprios plantões. A situação que acompanhamos foi caótica”. Para ele, é preciso que o prefeito nomeie imediatamente uma nova direção para o Postão. “Ninguém mais aguenta, nem usuários e muito menos os servidores”, conclui Meneguzzi.

Meneguzzi lamenta precarização e falta de gestão no PA 24h

dezembro 17, 2017

Pelo segundo final de semana seguido faltaram profissionais médicos nas escalas de plantão

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) lamentou, na manhã deste domingo, 17 de dezembro, a falta de gestão da Secretaria Municipal da Saúde na escala de plantões do Pronto Atendimento 24h. Pelo segundo final de semana seguido, o Postão operou durante a noite de sábado, 16, com o número insuficiente de médicos, o que gerou sobrecarga nas equipes médica e de enfermagem e revolta dos pacientes que aguardaram por mais de 12h por atendimento.

A exemplo do memorando escrito na tarde do sábado, 09 de dezembro, novo documento redigido pela equipe médica à direção do Postão, dois médicos que deveriam trabalhar na noite de 16 de dezembro não foram trabalhar. Um deles estava de atestado. A outra profissional estava com falta justificada. O coordenador do Pronto Atendimento 24h, chegou a sugerir que os pacientes que estavam ali e tivessem condições fossem levados pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) à UPA Zona Norte.

“Mais uma noite terrível para quem precisou utilizar o PA 24 horas. Mais uma vez, a Secretaria da Saúde não fez a gestão correta do plantão de médicos no local. Mais uma vez está escancarada a intenção do Executivo de precarizar a estrutura e o atendimento do Postão para justificar a terceirização. Ao invés de escalar o número de médicos suficiente ou ir até o local para explicar aos pacientes o que estava ocorrendo, a direção omite a informação para que os cidadãos culpem os servidores pelos problemas”, declarou Meneguzzi.

Ainda conforme o documento, das 19h30 do dia 16, até às 08h do dia 17 de dezembro, nenhum paciente com a classificação “verde” foi atendido.

Na última quarta-feira, 13, Meneguzzi se pronunciou na tribuna da Câmara sobre a situação encontrada por ele em 1º e 09 de dezembro. No mesmo dia, foi até o Ministério Público e entregou ofício com cópia do primeiro memorando e outros documentos à promotora Adriana Chesani. 

“O caos está instaurado no SUS, em Caxias, porque é nítida a vontade de atual administração de sucatear, provocar pressão e estresse aos servidores, a fim de justificar a terceirização ou a extinção de serviços básicos à população. Vamos pedir ao MP que investigue e, se forem comprovadas as irregularidades, que se tomem as providências necessárias para manter o Postão em dia e que a população seja atendida com qualidade”, finalizou o parlamentar.