Meneguzzi critica liberação de futebol em período de pandemia em Caxias do Sul

julho 21, 2020

Parlamentar lamenta decisão do Executivo e rebate justificativas para a realização de partidas

Os jogos de futebol que ocorrerão em Caxias do Sul, nesta semana, foram tema de pronunciamento do vereador Alberto Meneguzzi/PSB. Ele levantou o debate sobre as questões sanitárias que envolvem a realização dos clássicos Gre-Nal, nesta quarta-feira (22) e Ca-Ju, na quinta-feira (23).

Meneguzzi ressaltou que os eventos esportivos não deverão impactar tanto na economia, assim como justificou a direção da CIC Caxias, a não ser os hotéis que hospedarão as delegações. “O entorno do estádio também gera economia. O boteco, o vendedor de churrasquinho, eles não estarão trabalhando lá por causa da pandemia”, alegou.

Além disso, que os eventos irão despender um aparato de segurança pública. “A Brigada Militar vai ter que colocar em torno de 60 policiais para fazer a escolta das delegações. A corporação que vem desenvolvendo atividades importantes, como combate ao tráfico de drogas vai ter que botar sua energia, pagar hora-extra para fazer escolta de clube de futebol”, salientou.

Alberto Meneguzzi também ressaltou que as partidas de futebol deverão gerar aglomerações de torcedores em residências e outros tipos, que estão proibidas pelo poder público. Ele destacou ainda a proximidade do Estádio Centenário ao Hospital da Unimed. “O hospital tem 23 pessoas internadas com a Covid-19, sendo 15 delas na UTI. Ali daquele hospital, já morreram cinco pessoas”, informou.

O parlamentar criticou a postura do secretário de Saúde de Caxias, Jorge Olavo Castro, por ter liberado a realização dos jogos. “Muito me admira um secretário de Saúde dar aval para partida de futebol, num momento como esse. Não há clima para futebol, neste momento de pandemia. Liberar o futebol em todo Estado parece um deboche, um desrespeito às vítimas, seus familiares, profissionais da saúde e a todos aqueles que estão na linha de frente do combate à pandemia. Não se justifica em época de bandeira vermelha”, concluiu.

Foto: Fernando Santos

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Meneguzzi comemora a suspensão da tarifa social do Samae durante a pandemia

maio 7, 2020

Parlamentar sugeriu medida ao Executivo no final de março

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB, comemorou nesta quinta-feira(07), a aprovação de forma unânime pelo Legislativo, do projeto de lei que autorizou o Executivo a suspender, temporariamente, a tarifa social do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgotos (Samae). A medida foi sugerida pelo parlamentar, no final de março deste ano, por meio de uma Indicação parlamentar.

Segundo Meneguzzi, são mais de 12 mil famílias que serão beneficiadas com a suspensão do pagamento, que é de R$ 43 mensais. “Tratam-se de famílias de baixa renda, muitas delas, com pessoas desempregadas. Fato este que se agrava pelas medidas de contenção ao Coronavírus, devido à suspensão das atividades de muitas empresas e a escassez de oferta de trabalho autônomo, por exemplo”, salienta.

Ainda de acordo com o parlamentar, o poder público precisa também fazer a sua parte nesta época de dificuldade para os trabalhadores. “Em tempos de pandemia e desemprego é necessário que o governo municipal tenha um olhar mais solidário com a população que está passando por necessidades”, concluiu.

Meneguzzi reitera transparência e autonomia das escolas municipais durante a pandemia

maio 7, 2020

Parlamentar pondera dificuldades financeiras para a compra de EPIs

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB se pronunciou, na sessão desta quinta-feira (07), sobre as recentes medidas adotadas pela secretaria Municipal de Educação (Smed), sobre o retorno escalonado dos professores às escolas para produzir e entregar material didático para os estudantes. O assunto foi tema de uma reunião da Comissão de Educação, na tarde desta quarta-feira (06), com a participação da secretária Flavia Vergani e representantes da 4ª Coordenaria Regional de Educação (CRE), Ministério Público (MP) e Conselho Municipal de educação (CME).

Meneguzzi reiterou que a flexibilização adotada pelas equipes diretivas não podem implicar em qualquer prejuízo aos servidores. Ele acredita que além da autonomia concedida pela Smed, é necessário haver transparência nas decisões. “Essa questão de trabalho ou de presença nas escolas há um temor por parte dos servidores. É importante deixar isso claro, se utilizar das redes sociais e veículos de comunicação para se comunicar com os professores e com as escolas para esclarecer as dúvidas. Os diretores estão chamando os professores, dialogando com eles e, em alguns casos, estão tomando decisões conjuntas através de votação, decidindo de forma democrática”, ressaltou.

Já com relação à autonomia financeira, Alberto Meneguzzi salientou a dificuldade das escolas em comprar Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) para os servidores que estão trabalhando de forma presencial por questões administrativas. “As escolas têm autonomia financeira entre aspas, porque a verba que chega nelas é muito ínfima. Em alguns casos, diretores e professores tiram dinheiro do bolso. Muitos estão trabalhando em duas escolas ao mesmo tempo, precisam de segurança e EPIs para sua segurança”, reiterou o vereador.

Mensagem: “Tudo isso vai passar, mas queria que passasse logo”

abril 26, 2020

Uma revolução de pensamentos, ideias, sentimentos, decisões: esse período de pandemia tem sido assim, pelo menos para mim. Reafirmei alguns propósitos, reposicionei alguns projetos, descartei muitas “tralhas”.
Não trato pessoas como coisas, mas até nisso eu estou mais consciente: quem vale a pena ter por perto e quem não vale nem mais insistir.
É tudo muito louco o que estamos passando. Comigo, um “Velho Alberto” ressurge, na sua essência, como se fosse o menino sonhador que outrora fui. Por um outro lado, nasce um “novo Alberto”, com uma força incrível para recomeçar e com uma vontade enorme de fazer as coisas de um outro jeito.
É um tsunami de emoções que estão muito presentes na minha vida neste momento.
E eu, a cada dia, tento controlar tudo isso. Vou abrir o meu coração: ando ansioso, angustiado, em alguns momentos triste. Teve dias que até chorei, assim, do nada pensando em tudo que estamos passando. Não consigo ver “covas” sendo abertas, filhos enterrando seus pais, netos chorando pelos seus avós, profissionais da saúde exaustos, milhares de mortos em todo mundo e achar tudo isso normal. Fico tocado, chocado até.
Tudo isso vai passar, eu sei, mas eu queria que passasse de uma vez, que acabasse de uma vez por todas este drama, estas notícias ruins, este momento pesado. Sei lá se vocês me entendem, mas estou assim, com os nervos à flor da pele, como se fosse aquele “pet” na porta de casa, olhando pra fora, pronto para sair por aí para passear, louco para se jogar num novo dia, num novo jeito, numa nova era.
Apesar de tantos sentimentos difusos que tomam conta de mim, mesmo assim, eu acredito em dias melhores e vou continuar acreditando. Porque diante de tudo isso, o que eu mais quero é viver, de outro jeito, mas quero vida e vida em abundância. “