CNBB pede garantia de que eleições sejam realizadas em 2018

maio 31, 2018

Nota da CNBB sobre o momento nacional

“Jesus entrou e pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco” (Jo 20,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, solidária com os caminhoneiros, trabalhadores e trabalhadoras, em manifestações em todo território nacional, e preocupada com as duras consequências que sempre recaem sobre os mais pobres, conclama toda a sociedade para o diálogo e para a não violência. Reconhecemos a importância da profissão e da atividade dos caminhoneiros.

A crise é grave e pede soluções justas. Contudo, “qualquer solução que atenda à lógica do mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e se desvia do caminho da justiça” (CNBB, 10/03/2016). Nenhuma solução que se utilize da violência ou prejudique a democracia pode ser admitida como saída para a crise.

Não é justo submeter o Estado ao mercado. Quando é o mercado que governa, o Estado torna-se fraco e acaba submetido a uma perversa lógica financista. “O dinheiro é para servir e não para governar” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 58).

É necessário cultivar o diálogo que exige humilde escuta recíproca e decidido respeito ao Estado democrático de direito, para o atendimento, na justa medida, das reivindicações.

As eleições se aproximam. É preciso assegurar que sejam realizadas de acordo com os princípios democráticos e éticos, para restabelecer nossa confiança e nossa esperança. Propostas que desrespeitam a liberdade e o estado de direito não conduzem ao bem comum, mas à violência.

Celebramos a Solenidade do Corpus Christi, fonte de unidade e de paz. Quem participa da Eucaristia não pode deixar de ser artífice da unidade e da paz. O Pão da unidade nos cure da ambição de prevalecer sobre os outros, da ganância de entesourar para nós mesmos, de fomentar discórdias e disseminar críticas; que desperte a alegria de nos amarmos sem rivalidades, nem invejas, nem murmurações maldizentes (cf. Papa Francisco, Festa do Corpus Christi, 2017). O Pão da Vida nos motive a cultivar o perdão, a desenvolver a capacidade de diálogo e nos anime a imitar Jesus Cristo, que veio para servir, não para ser servido.

Conclamamos, por fim, todos à oração e ao compromisso na busca de um Brasil solidário, pacífico, justo e fraterno. A paz é um dom de Deus, mas é também fruto de nosso trabalho.

Nossa Senhora Aparecida interceda por todos!

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília (DF)
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador (BA)
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-Geral da CNBB

Ranqueamento de Meneguzzi revela falta de combustível em todos os pontos da cidade

maio 24, 2018

Revendas caxienses estão com os estoques vazios em diversos bairros e localidades

O gabinete do vereador Alberto Meneguzzi (PSB) divulgou, na tarde desta quinta-feira, 24 de maio, novo levantamento sobre os preços praticados pelas revendas dos combustíveis de Caxias do Sul. O ranqueamento revelou que, dos 22 postos que atenderam à equipe, todos estão com os estoques de gasolina comum e aditivada zerados. A pesquisa foi realizada em estabelecimentos de diversos pontos da cidade.

Apenas um dos postos pesquisados ainda dispõe de etanol para venda e outros oito têm diesel em estoque. Entretanto o valor do combustível sofreu majoração, se levado em conta o ranking divulgado na sexta-feira, 18 de maio. A situação se deu em virtude da paralisação nacional dos caminhoneiros, iniciada na segunda-feira, 21 e que já se aproxima do quinto dia.

No entanto, os valores anunciados pelas revendas até a manhã desta quinta-feira, 24, mostravam aumento superior a R$ 0,15 em diversos postos caxienses, com relação ao dia 18 de maio. O litro da gasolina comum estava custando R$ 4,899. A falta de combustíveis se agravou nas últimas horas, quando milhares de motoristas fizeram filas para o abastecimento de seus veículos em diversos pontos da cidade. Relatos dão conta da espera por mais de 1h30 no bairro Cruzeiro e 45 minutos no Santa Catarina.

De acordo com Meneguzzi, a situação é reflexo da política de preços da Petrobras e da falta de fiscalização do poder público junto aos postos. “De qualquer forma, Caxias sempre tem um preço mais caro se comparado às cidades da região Metropolitana de Porto Alegre. Nós também formamos uma região Metropolitana na Serra, e precisamos de fiscalização do Procon e de medidas político-administrativas”, argumenta.

Em junho de 2017, o vereador protocolou o Projeto de Lei Complementar 16/2017, que obrigava os postos caxienses a divulgarem, de forma visível, com 36h de antecedência os percentuais e valores a serem reajustados ou reduzidos. No entanto, a proposta foi rejeitada pela maioria dos vereadores do Legislativo caxiense. Com a negativa, a partir 08 de dezembro de 2017, o gabinete passou a divulgar semanalmente a variação de preços das bombas. Meneguzzi também pediu, em diversas ocasiões, mais fiscalização por parte do Procon às revendas.

 

Ranking dos Postos 24-05-18 (1)