Vereador avalia contrato com a UCS para a gestão da UPA Zona Norte

junho 9, 2020

Meneguzzi defende estudo de municipalização das unidades de pronto atendimento de Caxias

O integrante da Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo (CSMA), vereador Alberto Meneguzzi/PSB, se pronunciou, na sessão desta terça-feira (09), sobre o anúncio, por parte do Executivo, da assinatura de um convênio com a Universidade de Caxias do Sul (UCS) para substituir o Instituto de Gestão e Humanização (IGH), na administração da UPA Zona Norte. Ele voltou a criticar esta forma de gestão dos serviços de saúde pública, ressaltando que empresas como o IGH, por exemplo, denominadas Organização Sociais sem fins lucrativos, historicamente, só têm apresentado problemas ao poder público. “Graças a Deus que o IGH está saindo da gestão da UPA Zona Norte, pois descumpriu o contrato infinitas vezes. Fatos denunciados por mim e outros tantos vereadores desta Casa e investigado só depois de três anos pela administração anterior”, reiterou.

Meneguzzi acredita que o próximo passo deve ser a municipalização do serviço. Contudo, considera o convênio com a UCS como uma solução emergencial. Ele também pediu a garantia das vagas de emprego. “A minha preocupação é manter o emprego de 260 servidores do IGH. O Executivo reteve mais de R$ 2 milhões. Isso é prudente para poder pagar as indenizações, porque se desconfia que essa empresa possa não pagar as rescisões de seus funcionários”, enfatizou.

O parlamentar ainda destacou a reunião que ocorrerá nesta quarta-feira (10) para a apresentação da minuta do convênio, que precisará ser autorizado pela Câmara de Vereadores. “Eu quero saber os detalhes desse contrato. Nós temos aqui uma instituição com mais de 50 anos. “Que se faça uma boa administração da UPA, se atenda de forma decente a população. Isso o Hospital Geral faz de uma forma 100% do SUS e com qualidade”, salientou.

Ainda segundo Alberto Meneguzzi, foi anunciada pelo Executivo uma redução de custo de R$ 200 mil por mês para o novo contrato. Ele também sugeriu que o futuro governo municipal estude firmar uma Parceria Público-Privada (PPP) ou a municipalização da UPA Central.

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Ministério Público instaura inquérito sobre irregularidades denunciadas por Meneguzzi na UPA

dezembro 14, 2017

Serão apuradas denúncias de falta de medicamentos, insumos e descumprimento de contrato

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) percebeu como importante a abertura de inquérito civil contra o Instituto de Gestão e Humanização (IGH), sobre irregularidades apontadas por funcionários e ex-colaboradores da entidade na administração da Unidade de Pronto Atendimento da Zona Norte (UPA Zona Norte). A matéria das investigações é fruto de ofícios e gravações encaminhadas pelo parlamentar ao Ministério Público Estadual em 10 e 22 de novembro, 12 e 13 de dezembro.

“Nós gravamos, conversamos, com o pessoal, checamos bem as informações e visitamos a UPA na noite da última terça-feira, dia 12, onde constatamos a veracidade de uma série dessas irregularidades. A promotora Adriana Chesani nos pediu provas e encaminhamos os áudios das conversas e fotos da vistoria. É importante esclarecer que ninguém é contra a UPA, mas o bom atendimento não pode custar o sangue dos funcionários e nem a falta de materiais e insumos. É dinheiro público colocado ali, são quase R$ 2 milhões por mês”, resume Meneguzzi.

As denúncias do vereador abordavam questões trabalhistas e descumprimentos da CLT, a falta de insumos, medicamentos, protocolos de atendimento, linhas telefônicas e do descumprimento do contrato de gestão compartilhada assinado pelo IGH com o município em 14 de agosto de 2017. O vereador também relatou, na tribuna, a quarteirização, ou seja, a subcontratação de empresa de Erechim para gerir as escalas de pediatria. Além disso, o setor estaria operando com o número de pediatras abaixo do necessário. O restante do atendimento seria feito por clínicos gerais. A falta de compressas para limpeza de ferimentos e a reutilização de lençóis em diversos atendimentos também foi observada.

“Não recebemos qualquer resposta da Prefeitura ou do IGH sobre essas demandas. Por meio da imprensa a Secretaria da Saúde disse que tudo foi apurado e que não há irregularidades. Considero isso também um desrespeito com o Legislativo, pois as representações foram feitas por um vereador, com a anuência do presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, que acompanhou a vistoria”, salienta Alberto Meneguzzi.

Resultado financeiro e ata do conselho da Farmácia do Ipam preocupam Meneguzzi

dezembro 6, 2017

De acordo com os balancetes, lucro dos primeiros nove meses está 73% menor que em 2016

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) manifestou preocupação ao tomar conhecimento dos balancetes dos meses de maio, junho, agosto e outubro de 2017, da Farmácia do Ipam. Depois de protocolar ofício à Secretaria de Governo Municipal, na última sexta-feira, 1º de dezembro, onde denotava a falta de informações fiscais claras e transparentes.

Nesta quarta-feira, 05 de dezembro, os balancetes foram disponibilizados no Portal da Transparência da entidade e revelaram prejuízo em julho, agosto e outubro. Ademais, junto aos dados fiscais está uma ata do conselho fiscal da Farmácia do Ipam. Na análise do grupo, o lucro líquido do período 01/2017 a 09/2017 (R$ 164.985,32) é 73,12% menor que no mesmo período de 2016, quando os rendimentos chegaram a R$ 613.795,63.

 

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Meneguzzi formaliza novas denúncias sobre UPA

novembro 28, 2017

Documentos apontam irregularidades na administração e foram expedidos para a secretaria e ministérios

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) encaminhou nesta segunda-feira (27/11) de novembro novos ofícios ao Ministério do Trabalho, Ministério Público Estadual, Ministério Público e Secretaria Municipal da Saúde. Nos documentos, o parlamentar dá ciência de outras denúncias recebidas por parte de ex-colaboradores do Instituto de Gestão e Humanização (IGH) sobre irregularidades na UPA Zona Norte. Além disso, pede que os órgãos tomem as devidas providências para a solução dos problemas.

“Enviei aos órgãos documentos que somam novas irregularidades àquelas que apresentei em 10 de novembro. Além das questões salariais e de CLT, temos a quarteirização do setor de pediatria da Unidade e o despreparo dos gestores do IGH. As novas denúncias são fruto de mais de três horas de conversa com profissionais que trabalhavam na UPA e dão conta da falta de medicamentos e da administração de soro fisiológico puro, sem qualquer remédio, em diversos pacientes”, explica Meneguzzi.