Meneguzzi recebe novas denúncias de irregularidades na gestão da UPA Zona Norte

dezembro 11, 2017

Documentos e gravações serão entregues ao Ministério Público nesta terça-feira

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) irá protocolar, nesta terça-feira, 12 de dezembro, novas denúncias contra o Instituto de Gestão e Humanização (IGH). Os relatos dão conta de novas irregularidades na administração da UPA Zona Norte. O parlamentar este reunido com um gripo de colaboradores da entidade na manhã desta segunda-feira e conversou com os profissionais por mais de 1h30.

Meneguzzi deverá entregar um CD com os áudios de todas as denúncias, bom como outros documentos à promotora do Ministério Público, Adriana Chesani, nesta terça-feira. Ao todo, são mais de cinco horas de gravações e depoimentos de colaboradores e ex-funcionários da UPA Zona Norte denunciando irregularidades e descumprimentos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), convenções coletivas, bem como a falta de equipamentos e materiais para a prestação do serviço.

Além do MP, Alberto Meneguzzi deverá se reunir também como o gerente do Ministério do Trabalho, Júlio César Goss, para tratar de assuntos referentes às denúncias feitas em 10 e 22 de novembro. “Já se passaram 30 dias desde que foram entregues as primeiras denúncias. O Executivo municipal sequer se pronunciou. Fez igual com a segunda. O Ministério Público nos pediu provas e vou encaminhar. Inclusive, todos os que apresentaram denúncias se dispuseram a depor caso o MP precise”, explica o vereador.

Entre as novas denúncias está a retaliação praticada pela coordenação de enfermagem com alguns profissionais. De acordo com os relatos, enfermeiros foram trocados de grupo e horário de plantão sem consulta prévia. “A equipe de enfermagem teve um salário ‘x’ prometido e o IGH paga R$ 500 a menos do que prometeu. Não bastasse isso, as enfermeiras são chamadas de ‘técnicas melhoradas’, pela direção da UPA”, ressalta Meneguzzi.

 

Os denunciantes também relataram que o ambiente de trabalho está sendo precarizado. Existe uma pressão interna da direção da UPA sobre os líderes de cada setor, o que faz com que o ambiente se sobrecarregue. Isso, aliado à falta de materiais e insumos e à desvalorização, está fazendo diversos funcionários repensarem se continuam na Unidade. “O meu receio é que esse sucateamento de respingue na população atendida, uma vez que diminuindo a qualificação das equipes, as dificuldades serão maiores”.

Com relação às primeiras denúncias apresentadas contra o IGH, algumas providências foram tomadas: foi providenciada ambulância para transporte dos pacientes, a Unidade de Pronto Atendimento da Zona Norte passou a contar com micropore, cadarço – para fixação de tubo endotraqueal – e Canula de Geddel, para manter as vias aéreas do paciente abertas e permeáveis.

“É impossível aceitar que vários pacientes deitem no mesmo leito sem os lençóis serem trocados. Se isso é verdade mesmo, o risco de um ambiente altamente infeccioso é iminente. Isso sem falar as compressas utilizadas para a limpeza dos ferimentos e a água oxigenada que estava em falta. Para onde estão indo os quase R$ 2 milhões que essa empresa recebe?”, questiona Meneguzzi.

A informação é que quando a UPA abriu para atendimento ao público, em 20 de setembro, eram 30 jogos de lençóis e hoje o número não é o mesmo. Por isso, as roupas de cama não são substituídas a cada paciente que recebe alta. A troca é feita somente quando houver manchas de sangue ou o aspecto do tecido não estiver bom.