“O recado é bem claro, que é o de total mudança”, afirma presidente do Legislativo de Caxias do Sul

outubro 29, 2018

Alberto Meneguzzi espera que Bolsonaro adote tom mais conciliador

Para o presidente da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, Alberto Meneguzzi (PSB), a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) reflete o comportamento de uma população que não suporta mais tantos escândalos envolvendo políticos.

— O povo não quer mais esse comportamento de corrupção, de roubalheira independentemente de qual partido está envolvido. O povo quer mudar isso. Além disso, veio todo esses caos na economia, o desemprego que contribuiu para essa mudança. Bolsonaro surgiu por erros de quem administrou o Brasil — enfatiza Meneguzzi.

Assim como o presidente da CIC, Ivanir Gasparin, o parlamentar torce para que o novo presidente adote um novo tom nos discursos e trabalhe urgentemente para retomar os rumos da economia:

— Espero que o presidente a partir de agora seja conciliador para apaziguar os ânimos. Que consiga retomar de forma mais acelerada a economia. Que o voto de confiança seja revertido em ações mais rápidas para a volta do emprego — finaliza Meneguzzi.

 

Entrevista concedida ao jornal Pioneiro, na noite de domingo, 28 de outubro

Meneguzzi lamenta grande número de abstenções no primeiro turno das eleições

outubro 8, 2018

Em reunião na CIC, presidente do Legislativo também abordou a importância da função social das organizações

O presidente do Legislativo caxiense, Alberto Meneguzzi (PSB), lamentou, durante reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, nesta segunda-feira, 08 de outubro, o grande número de abstenções no primeiro turno das eleições. Segundo ele, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de brasileiros que não compareceram, votaram em branco ou anularam sua escolha para a Presidência da República superou os 40 milhões.

Na oportunidade, Meneguzzi também congratulou o vereador caxiense Neri, O Carteiro (SD), eleito deputado estadual no pleito, com pouco menos de 28 mil votos. Para o ele, a representatividade de Caxias do Sul na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa ficaram prejudicadas ao passo que os postulantes mais votados na cidade têm suas bases fora do município. “Somente aqui em Caxias, onde temos quase 323 mil eleitores, esse total passa da metade. Aproximadamente 51%, ou seja, mais de 164 mil pessoas não escolheram seus representantes nos Legislativos estadual e federal”, salientou.

Além disso, o presidente da Câmara parabenizou a Fundação Marcopolo pela passagem de seus 30 anos e reforçou a importância do trabalho realizado pela entidade. Meneguzzi enalteceu o Projeto Escolas que, neste ano, já investiu mais de R$ 180 mil em reformas e atividades na Escola Municipal de Ensino Fundamental Rosário de São Francisco, no loteamento Charqueadas.

Logo após a palestra da gestora de comunicação e projetos sociais da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, Amaralina Xavier, o parlamentar abordou a força das organizações na realização de ações permanentes de educação e inclusão de crianças, adolescentes e jovens. “Nem é preciso discutir que, muitas vezes, a iniciativa privada faz o que seria obrigação do poder público, mas nós precisamos, dentro de nossas limitações, trabalhar juntos”, finalizou.

CNBB pede garantia de que eleições sejam realizadas em 2018

maio 31, 2018

Nota da CNBB sobre o momento nacional

“Jesus entrou e pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco” (Jo 20,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, solidária com os caminhoneiros, trabalhadores e trabalhadoras, em manifestações em todo território nacional, e preocupada com as duras consequências que sempre recaem sobre os mais pobres, conclama toda a sociedade para o diálogo e para a não violência. Reconhecemos a importância da profissão e da atividade dos caminhoneiros.

A crise é grave e pede soluções justas. Contudo, “qualquer solução que atenda à lógica do mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e se desvia do caminho da justiça” (CNBB, 10/03/2016). Nenhuma solução que se utilize da violência ou prejudique a democracia pode ser admitida como saída para a crise.

Não é justo submeter o Estado ao mercado. Quando é o mercado que governa, o Estado torna-se fraco e acaba submetido a uma perversa lógica financista. “O dinheiro é para servir e não para governar” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 58).

É necessário cultivar o diálogo que exige humilde escuta recíproca e decidido respeito ao Estado democrático de direito, para o atendimento, na justa medida, das reivindicações.

As eleições se aproximam. É preciso assegurar que sejam realizadas de acordo com os princípios democráticos e éticos, para restabelecer nossa confiança e nossa esperança. Propostas que desrespeitam a liberdade e o estado de direito não conduzem ao bem comum, mas à violência.

Celebramos a Solenidade do Corpus Christi, fonte de unidade e de paz. Quem participa da Eucaristia não pode deixar de ser artífice da unidade e da paz. O Pão da unidade nos cure da ambição de prevalecer sobre os outros, da ganância de entesourar para nós mesmos, de fomentar discórdias e disseminar críticas; que desperte a alegria de nos amarmos sem rivalidades, nem invejas, nem murmurações maldizentes (cf. Papa Francisco, Festa do Corpus Christi, 2017). O Pão da Vida nos motive a cultivar o perdão, a desenvolver a capacidade de diálogo e nos anime a imitar Jesus Cristo, que veio para servir, não para ser servido.

Conclamamos, por fim, todos à oração e ao compromisso na busca de um Brasil solidário, pacífico, justo e fraterno. A paz é um dom de Deus, mas é também fruto de nosso trabalho.

Nossa Senhora Aparecida interceda por todos!

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília (DF)
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador (BA)
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-Geral da CNBB

Meneguzzi acompanha reunião do Conselho de Saúde e avalia positivamente rejeição à terceirização

dezembro 21, 2017

Encontro deliberou pela desvinculação do UBS+ da gestão compartilhada da UPA

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) permaneceu no plenário da Câmara até as 23h desta quarta-feira, 20 de dezembro, onde acompanhou a reunião extraordinária do Conselho Municipal de Saúde. O encontro deliberou pela rejeição à gestão compartilhada do Pronto Atendimento 24h, encaminhada pelo Executivo. O parlamentar ficou surpreso com a adesão dos conselheiros e com o embasamento com o qual justificavam a contrariedade à nova modalidade proposta pela prefeitura.

“Grande parte dos conselheiros que se manifestaram usou como base as denúncias que encaminhamos ao Ministério Público sobre as irregularidades do Instituto de Gestão e Humanização (IGH) na administração da UPA Zona Norte. Se lá, que a Unidade é nova, o serviço é prejudicada pela falta de materiais e desrespeito às leis trabalhistas, imagine numa estrutura maior, mais pesada, ser administrada pelo mesmo valor da UPA”, salienta Meneguzzi, lembrando que o envelope que venceu a licitação é o de menor preço.

O debate durou mais de três horas e foi encerrado com a votação pelo desmembramento do projeto UBS+, visto pela comissão como positivo, da intenção de terceirização do Postão.

Nas últimas duas semanas, o parlamentar tem trazido a público os problemas na gestão dos plantões do Pronto Atendimento. Em 09 e 16 de dezembro, o Postão contou com poucos profissionais médicos em serviço, gerando sobrecarga às equipes médica e de enfermagem do local. Contatado, o diretor-geral do PA não conseguiu encontrar alternativas para a solução imediata do problema. Ambas as situações geraram memorandos à administração, expondo os danos à população, causados pela deficiência nas escalas.

A exemplo das denúncias sobre o IGH, Meneguzzi levou tais situações ao Ministério Público Estadual e também fez o encaminhamento das demandas ao Conselho Regional de Medicina do RS. “No edital da terceirização constavam informações de que estava instaurada uma ‘operação tartaruga’ no Postão. No entanto, de acordo com a Secretaria de Saúde, tais situações estão sendo investigadas por sindicância e são sigilosas. Se são sigilosas, por que colocaram no edital? A ideia, de fato, era precarizar o atendimento para justificar a terceirização. Vitória do conselho, vitória da população”, conclui.