Atualização da situação de Caxias registra mais 8 óbitos somente nesta quinta

abril 1, 2021

Dados até 17h30 de 01/04/2021 – Fonte – Prefeitura de Caxias do Sul

39.536 casos positivos (35.100 recuperados; 3.409 em isolamento domiciliar, 173 em enfermaria, 125 em UTI e 729 óbitos)

3.480 aguardando resultado

117.554 casos negativos

Ocupação UTIs

Adulto privado (clínico): 43 leitos ocupados, 98%

Adulto privado (covid-19): 93 leitos ocupados, 96%

Adulto SUS (clínico): 34 leitos ocupados, 100%

Adulto SUS (covid-19): 64 leitos ocupados, 107%

* Às 17h desta quinta-feira, 24 pessoas aguardavam por um leito de UTI pelo SUS. Destas, 14 pessoas de Caxias do Sul aguardando leito de UTI covid; cinco de outros municípios aguardando leito de UTI covid em hospitais de Caxias; e cinco de Caxias aguardando leito de UTI clínico.

Registrados mais oito óbitos por complicações do coronavírus

A vítima 722 é uma mulher de 72 anos que faleceu no dia 31. A 723ª é uma mulher de 71 anos que faleceu no dia 31. A 724ª é um homem de 21 anos que faleceu no dia 31. A 725ª é uma mulher de 83 anos que faleceu no dia 31. A 726ª é um homem de 81 anos que faleceu no dia 31. A 727ª é um homem de 60 anos que faleceu no dia 31. A 728ª é um homem de 71 anos que faleceu no dia 30. A 729ª é uma mulher de 86 anos que faleceu no dia 1 de abril.

Dessa forma, Caxias do Sul registra 729 óbitos, sendo 399 masculinos entre 20 e 97 anos e 330 femininos entre 33 e 99 anos.

** Além dos oito óbitos notificados em Caxias do Sul nesta quinta-feira, também foram notificados três óbitos de moradores de outras cidades que estavam hospitalizados na cidade.

“Não haverá vacina contra hipocrisia, burrice e egoísmo” diz Meneguzzi

janeiro 4, 2021
Eu não tenho mais esperança que qualquer autoridade ou governo vai conseguir coibir aglomerações e festas em vários lugares.
As pessoas, simplesmente não querem isolamento e não querem mais respeitar regra alguma.
E não é de agora. Aqui em Caxias, foi sempre assim. Andem pelas ruas e verão a quantidade de pessoas caminhando, circulando, correndo, nas paradas de ônibus, sem máscara. Elas não estão nem aí. Confesso que a vontade que eu tenho é sair gritando ” coloca a máscara, olha a máscara, tira a máscara do queixo.” Vi até uma corredora de rua com a máscara pendurada no cotovelo.
Qual o efeito de uma máscara no queixo ou no cotovelo? Qual o efeito de uma máscara pendurada na bermuda? Eu sempre disse desde o início desta pandemia: ela está servindo para que as “máscaras caiam”. Sim, as máscaras das pessoas estão caindo de uma forma mais rápida. Muita gente está mostrando quem verdadeiramente é nesta pandemia: egoístas, materialistas, sem humanidade alguma, babacas, idiotas, que só tem olhar para o próprio umbigo e sem condição nenhuma de observar e sentir a dor do outro.

Surpresa? Capaz!

Antes, tudo isso acontecia também, mas agora começamos a observar de forma mais concreta quem é de verdade e quem é de mentira.
Nem vou falar de praias lotadas, hotéis abarrotados de gente, festas das mais diversas e tantas outras situações constrangedoras que os meios de comunicação andam divulgando.
Mas a morte, a doença, o sofrimento de famílias inteiras, não faz mais efeito. Não toca mais o coração de ninguém dizer que ainda morrem mais de 1 mil pessoas por dia no Brasil. Ninguém sente nada ao saber que contêineres de refrigeração estão sendo colocados novamente ao lado dos hospitais de Manaus para receber corpos de vítimas. Ninguém tá nem aí se aqui no RS estamos de bandeira preta, amarela, laranja, vermelha e muito menos com a ocupação de leitos nos hospitais do sus e particulares na cidade onde mora. Nada mais emociona, nada mais entristece, nada mais faz refletir, nada mais toca o coração. Podem divulgar o que quiser, os números mais temerosos e as notícias mais assustadoras a respeito da pandemia.
A julgar pelas fotos, pela exposição nas redes sociais das viagens dos mergulhos, dos encontros, das aglomerações, das bebedeiras e dos flagrantes desrespeito as regras ( leis) e orientações de saúde para este período que estamos vivendo, julgo que boa parte de nós todos já estamos contaminados, mas não com a Covid, mas sim, com o vírus da hipocrisia, ignorância, exibicionismo, estupidez e desumanidade.
E contra isso, nenhuma vacina dará um jeito.
( Alberto Meneguzzi é jornalista e Relações Públicas. Foi integrante da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Caxias do SuLldurante três anos.)