Vale a pena ser catequista

agosto 19, 2018

“Um catequista é, antes de qualquer coisa, alguém que acredita”

“Vale a pena ir á missa, todo o final de semana, mesmo que nenhuma das suas crianças da catequese apareça por lá. Vale a pena organizar momentos de formação, encontros, celebrações, mesmo que nenhum pai ou mãe de seus catequizandos, apareça por lá. Vale a pena rezar, mesmo que ninguém ao seu redor reze.

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O instante de trocar as mãos

junho 24, 2018

“Da janela da minha casa acompanhei seus passos subindo tranquilamente a rua Cremona debaixo de um sol escaldante. Chamou-me a atenção por ser uma idosa. Ela carregava uma sacola de compras em cada mão. Depois de alguns passos, ela parou e num breve instante trocou as sacolas de compras de mãos (a que estava na direita passa para esquerda e vice-versa). Fez o que várias vezes cada um de nós faz quando carregamos coisas pesadas. Depois de fazer a troca, a idosa seguiu vagarosamente o seu caminho.

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O mundo do “fake”

abril 21, 2018

Temos falado tanto nas tais “fake news”, que se proliferam rapidamente nas redes sociais. São as notícias falsas, que muitos de nós, sem fazer a devida checagem, compartilhamos com outras pessoas, como se fossem verdadeiras. Virou uma epidemia.

Mas de “fakes”, já andamos cheios, não é de hoje: cristãos “fakes”, que apenas dizem que são, mas não fazem nada de diferente daqueles que não são nada. Pais “fakes”, que colocam os filhos no mundo mas não estão nem aí para eles.
Amigos “fakes”, que se dizem amigos, mas nunca conseguem tempo para te ouvir ou te ajudar quando você mais precisar.

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Uma vida de experiências

março 30, 2018

Texto que escrevi para o Jornal Lourdes, edição de janeiro de 2018 e que faz todo o sentido nesta Sexta-feira Santa, com apelos de reflexão pela superação da violência e cuidado com a vida!

A boa política

fevereiro 4, 2018
Alberto Meneguzzi – vereador PSB e presidente da Câmara Municipal de Caxias do Sul

Fala-se da nova política, que ela é o caminho e a verdade dos dias atuais. Critica-se a velha política, que já está ultrapassada, que é uma mentira que não pode ser repetida. O debate político tem sido assim, quase um mantra: o novo é bom, justo, ético, correto. O velho é horrível, ruim, injusto, perverso. Mas o que é o novo que tem se apresentado no país como conceito para justificar as ações de muitos políticos? Como ser novo, em qualquer segmento, sem dialogar? Como transformar sem procurar ajuda, olhando apenas para o próprio umbigo, sem se interessar para o que os outros pensam?

O conceito de diálogo se refere a uma conversa entre uma ou mais pessoas. Alguns pensadores clássicos gregos (especialmente Sócrates) não davam tanta importância à comunicação escrita e defendiam suas ideias através da comunicação oral, portanto, com diálogo. Esta era a forma mais adequada para defender as ideias, de confrontá-las com outras pessoas, assim como para tentar chegar a uma conclusão. A defesa do diálogo tinha um objetivo: alcançar a verdade. Esta prática socrática influenciou bastante seu discípulo mais importante: Platão. Para manter o espírito de seu mestre, Platão escreveu suas obras em forma de diálogo. Os personagens mantém um debate permanente como método para chegar próximo da verdade.

Eis o que aqueles que se dizem da nova política deveriam propor como algo que deveria ser inegociável: debate e diálogo permanente para se chegar o mais próximo possível da verdade. Assim, não seria apenas a nova política, mas a boa política. É isso, que antes de qualquer coisa os cidadãos querem: boa política, que não fica achando culpados, mas busca soluções, que ouve a todos, abre possibilidades de conversa e debates e não se fecha nos próprios conceitos. A boa política não discrimina o que é velho e nem supervaloriza o que é novo, mas faz suas de suas ações, algo que beneficia o bem comum.

Há um desafio claro e urgente que precisa ser praticado por todos os políticos, sem exceção: trabalhar pela verdade, pela transparência, na busca incansável pelo diálogo.

Fora disso, não é nem velha política, nem nova política: é a mesmice de sempre, que a população não aguenta mais!