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Revendas caxienses estão com os estoques vazios em diversos bairros e localidades

O gabinete do vereador Alberto Meneguzzi (PSB) divulgou, na tarde desta quinta-feira, 24 de maio, novo levantamento sobre os preços praticados pelas revendas dos combustíveis de Caxias do Sul. O ranqueamento revelou que, dos 22 postos que atenderam à equipe, todos estão com os estoques de gasolina comum e aditivada zerados. A pesquisa foi realizada em estabelecimentos de diversos pontos da cidade.

Apenas um dos postos pesquisados ainda dispõe de etanol para venda e outros oito têm diesel em estoque. Entretanto o valor do combustível sofreu majoração, se levado em conta o ranking divulgado na sexta-feira, 18 de maio. A situação se deu em virtude da paralisação nacional dos caminhoneiros, iniciada na segunda-feira, 21 e que já se aproxima do quinto dia.

No entanto, os valores anunciados pelas revendas até a manhã desta quinta-feira, 24, mostravam aumento superior a R$ 0,15 em diversos postos caxienses, com relação ao dia 18 de maio. O litro da gasolina comum estava custando R$ 4,899. A falta de combustíveis se agravou nas últimas horas, quando milhares de motoristas fizeram filas para o abastecimento de seus veículos em diversos pontos da cidade. Relatos dão conta da espera por mais de 1h30 no bairro Cruzeiro e 45 minutos no Santa Catarina.

De acordo com Meneguzzi, a situação é reflexo da política de preços da Petrobras e da falta de fiscalização do poder público junto aos postos. “De qualquer forma, Caxias sempre tem um preço mais caro se comparado às cidades da região Metropolitana de Porto Alegre. Nós também formamos uma região Metropolitana na Serra, e precisamos de fiscalização do Procon e de medidas político-administrativas”, argumenta.

Em junho de 2017, o vereador protocolou o Projeto de Lei Complementar 16/2017, que obrigava os postos caxienses a divulgarem, de forma visível, com 36h de antecedência os percentuais e valores a serem reajustados ou reduzidos. No entanto, a proposta foi rejeitada pela maioria dos vereadores do Legislativo caxiense. Com a negativa, a partir 08 de dezembro de 2017, o gabinete passou a divulgar semanalmente a variação de preços das bombas. Meneguzzi também pediu, em diversas ocasiões, mais fiscalização por parte do Procon às revendas.

 

Ranking dos Postos 24-05-18 (1)

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