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Reflexão a partir de homilia do Papa Francisco na Casa Santa Marta, em Roma 

O maior perigo na vida pastoral, é se tornar um pouco dono das situações. No livro “A felicidade se aprende a cada dia” o Papa Francisco alerta sobre este risco. Disse ele numa das suas homilias proferidas na Casa Santa Marta: “Algo que aconteceu aos discípulos, aos próprios apóstolos: afastavam as pessoas para não perturbarem Jesus, queriam, com isso, comodidade”.

Os discípulos se tornavam donos do tempo do Senhor, se tornavam donos do poder. Queriam-no para o seu grupinho e depois, se tornavam donos dessa atitude de serviço, transformando-a numa estrutura de poder.”
Isso acontece ainda hoje. Muitos cristãos se tornam donos: donos da fé, donos do reino, donos da salvação, ou numa linguagem mais simples, os donos do campinho. Não abrem espaço para o surgimento de novas lideranças, tomam conta de serviços e pastorais, não evangelizam, não trabalham para o bem comum. Se apropriam. É raro que não haja alguém, ou alguns, que não tratem desta forma a sua missão pastoral em alguma comunidade ou paróquia.

Não há mais espaço para o “fazer o que eu quero” em comunidade alguma. O diálogo, o encontro, a prestação de contas, o zelo pelo que é de todos, o não ser cristão para servir a si mesmo, tudo isso é fundamental. Na vivência comunitária, é essencial que tenhamos uma postura autêntica, verdadeira, transparente em tudo que fizermos, mas antes de qualquer coisa, que tenhamos a consciência que o serviço deve ser gratuito, sem pedir nada.

O Papa Francisco nos alerta constantemente nas suas homilias: aos nos tornar-nos donos da situação, nos tornamos também soberbos, orgulhosos e egoístas.

Fica um alerta, então: cuidado com os donos do campinho. Eles se dizem discípulos, apóstolos, mas o que fazem mesmo é se aproveitar da comunidade onde atuam apenas para proveito próprio.
São cristãos de aparências, nocivos, destruidores de sonhos, exploradores, negociantes, que exploram até o lugar sagrado de Deus para fazer os seus negócios.

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