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Temos falado tanto nas tais “fake news”, que se proliferam rapidamente nas redes sociais. São as notícias falsas, que muitos de nós, sem fazer a devida checagem, compartilhamos com outras pessoas, como se fossem verdadeiras. Virou uma epidemia.

Mas de “fakes”, já andamos cheios, não é de hoje: cristãos “fakes”, que apenas dizem que são, mas não fazem nada de diferente daqueles que não são nada. Pais “fakes”, que colocam os filhos no mundo mas não estão nem aí para eles.
Amigos “fakes”, que se dizem amigos, mas nunca conseguem tempo para te ouvir ou te ajudar quando você mais precisar.

Temos catequistas “fakes”, que não encaram a catequese como uma missão, mas como uma tarefa a ser cumprida e outros tantos políticos “fakes”, daqueles que fazem discursos e mais discursos pela ética, contra a corrupção, mas mentem na prestação de contas de campanha, se utilizam de caixa dois para se eleger, pensam apenas em cargos e no próprio umbigo.

Estamos cheios de “fakes” nesta sociedade doente que vivemos: hipocrisia, mentira, soberba, inveja, individualismo, exposição excessiva. Virou moda ser “fake”. Difícil achar gente de verdade. É só dar uma passada pelas postagens de várias pessoas, para vermos quantos “fakes”, quanta mentira, quanta exposição desnecessária, quanta necessidade de ser reconhecido, quanta felicidade “fake”, quantos casais “fakes”, quantas declarações de amor “fakes”.

As “fake news”, tão faladas, não passam do reflexo direto do comportamento humano atual: rápido, efêmero, sem profundidade, robotizado, sem verdade, inconstante, pobre, sem conteúdo. Por fim, uma frase que gosto muito: quem é de verdade, sabe quem é de mentira.

O mundo anda “fake”. O desafio, nos dias de hoje, é ser diferente neste mundo de iguais.

Alberto Meneguzzi

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