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Durante o encontro vereador relatou situações de remanejo de estudantes em Ana Rech e Vila Cristina

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) esteve reunido, na tarde da última sexta-feira, 16 de novembro, com a promotora Simone Martini, no Ministério Público Estadual, para tratar de demandas das comunidades escolares de Santa Bárbara, interior de Ana Rech, e Caravaggio da Terceira Légua, em Vila Cristina. Durante o encontro, o parlamentar relatou situações de remanejo de estudantes, uma vez que a Secretaria Municipal da Educação (Smed) pretende fechar turmas e instalar os alunos em escolas da rede estadual de ensino.

De acordo com Meneguzzi, em Santa Bárbara de Ana Rech, a Escola Municipal Vitório Rech Segundo atende estudantes do 1º ao 6º anos, além da educação infantil. A Smed, no entanto, sem prévia consulta à comunidade, decidiu pelo fechamento da turma do 6º ano e o envio dos alunos para a Escola Estadual Irmão Guerini. Os pais organizaram um abaixo assinado, que foi protocolado na Secretaria e também foi recebido pela promotora.

Já em Caravaggio da Terceira Légua, a Escola Municipal Assis Brasil tem alunos de 1º ao 5º anos, no entanto, há um entendimento das comunidades que a região necessita de uma creche para atendimento de crianças de zero a cinco anos e a Smed teria apontado aquela instituição como a possível escola infantil. No entanto, para isso, as crianças precisariam ser remanejadas à Escola Estadual Doutor Renato Del Mese, em Vila Cristina. Os pais reconhecem a necessidade da creche, mas não concordam com o fechamento da escola regular. Inclusive, houve votação e a decisão da maioria foi pela manutenção do serviço prestado atualmente.

De acordo com a promotora Simone Martini, será realizada uma audiência pública, mediada pelo Ministério Público, na Escola Assis Brasil, no próximo dia 24 de novembro. Ela ressaltou a legalidade das duas ações do Executivo, uma vez que forneceria transporte escolar a todos os estudantes. A dúvida, no entanto, se dá com relação à condução dos processos.

Para Meneguzzi, houve falta de transparência em ambos os processos. Segundo ele, a falta de diálogo do Executivo com as comunidades e a comunicação tardia das decisões, visto que em Ana Rech a decisão foi comunicada na segunda quinzena de setembro e houve uma reunião geral para ciência das definições no dia 30 de outubro e as matrículas finalizam em 25 de novembro. “Entendo a legalidade, mas é algo que passa por cima da decisão de quem mora nas localidades e que, sequer, foi construída junto com essas famílias. Se precisa mudar, pelo menos que se construa o diálogo e um processo de transição. Estamos tentando intermediar, para que os pais possam ter tranquilidade e as crianças possam continuar seu caminho pedagógico na normalidade”, salienta.

 

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