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Parlamentar se disse insatisfeito com as respostas da presidência da entidade sobre pedido de informações

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) foi à tribuna do Legislativo caxiense, na manhã desta quinta-feira, 14 de fevereiro, para denunciar irregularidades e assédio moral da direção contra os servidores da Farmácia do IPAM. O parlamentar, que utilizou o espaço em declaração de líder da bancada, relatou casos de desrespeito por parte da diretora da unidade farmacêutica e supostos problemas de gestão relacionados à presidência do Instituto.

Da tribuna, Meneguzzi também se disse insatisfeito com as respostas recebidas no requerimento 9/2017, de sua autoria. O vereador classificou as respostas recebidas como enrolation do Executivo caxiense, que mantém a maior cota de ações e indica o presidente do IPAM. “Não é à toa que a atual direção da Farmácia do Ipam e este governo querem fechar, inclusive, o plantão 24 horas, aliás, querem fechar a Farmácia do Ipam”, completou.

Ao tratar sobre o assédio moral praticado pela diretora contra os servidores, Meneguzzi relatou que dois funcionários da Farmácia que deram entrevista à TV Caxias, ligada ao movimento comunitário, sofreram retaliações. De acordo ele, um foi demitido por justa causa e o segundo teve o seu horário de trabalho, que há nove anos era na madrugada, alterado de uma hora para outra, já tendo recebido advertência. “Ela deve ter colocado no currículo: fecho farmácias, obedeço cegamente às ordens do chefe, sou especialista em criar ambiente ruim, não diálogo e não sou democrática. Isso deve ser o currículo dela”, apontou.

Entre as irregularidades apontadas por Meneguzzi estão a falta de informações sobre o processo de transformação jurídica da Farmácia do IPAM de empresa limitada para SA, conforme solicitou o Ministério Público. Situação que se arrasta desde 2017. Também é alvo de críticas do vereador a atitude da direção de contratar empresa externa para fazer o balanço do estoque e deixar os servidores, que sempre faziam a contagem, numa espécie de integração.

Por conta do assédio moral, diversos servidores estão apresentando atestados, não aceitos pela direção, de problemas de saúde. Conforme o vereador, são diversas as denúncias de pressão e desrespeito que estão levando os funcionários ao esgotamento emocional. “As pessoas estão doentes na Farmácia do Ipam. A atual diretora assim não faz nem questão de esconder isso”.

Meneguzzi irá encaminhar as respostas do pedido de informações ao Ministério Público, para que o documento seja avaliado pelo órgão estadual.

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