Caxias e Serra Gaúcha continuam na bandeira laranja do Coronavírus

outubro 16, 2020

A atualização preliminar dos índices de propagação do Coronavírus, divulgada nesta sexta-feira (16), manteve a classificação de Caxias do Sul e a Serra Gaúcha no Modelo de Distanciamento Controlado do governo estadual, como zona de risco médio da pandemia. Com isso, os 49 municípios da região deverão manter as medidas de contenção referentes à bandeira laranja, no período 20 a 26 de outubro.

O monitoramento semanal do modelo de Distanciamento Controlado mostra que o RS segue com ligeira queda em grande parte dos indicadores. É o caso do número de internados em UTI por SARG (-4%) e por Covid-19 (-8%). Com isso, houve aumento de 5% no total de leitos livres destinados aos casos que necessitam de tratamento intensivo. A redução mais expressiva se deu no número de óbitos entre as duas semanas: queda de 16%.

No entanto, um dado que chama a atenção é o de novos registros semanais de hospitalizações de pacientes confirmados com Covid-19: aumentou 24% entre as duas últimas semanas. Embora o percentual seja expressivo e sirva de alerta para as autoridades, os números são baixos – eram 598 e passou para 739 novas internações. A título de comparação, na 14ª rodada do Distanciamento Controlado, de 11 a 18 de agosto, o total de novos registros de hospitalização chegou a 1.278 – mais alto até agora.

O alerta deve ser direcionado, principalmente, para as regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, que são Porto Alegre (186), Caxias do Sul (81), Canoas (54), Passo Fundo (49), Novo Hamburgo (46), Pelotas (45) e Santa Maria (41).

*Com informações do governo do Estado

Meneguzzi pede fiscalização mais rigorosa à gestão do InSaúde na UPA Central

setembro 24, 2020

Parlamentar relatou denúncias de suposta negligência no atendimento médico e conivência no caso das confraternizações internas

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB se pronunciou na sessão desta quinta-feira (23), sobre denúncias recebidas de funcionários da UPA Central, referentes às confraternizações denunciadas recentemente pela imprensa local, protocolos adotados pela empresa gestora (InSaúde) e procedimentos médicos adotados no serviço de pronto atendimento. Conforme ele, os trabalhadores afirmaram que houve cerca de cinco festas deste tipo entre março e maio deste ano.

Além disso, apresentaram fotos e postagens em redes sociais, que revelam a realização das festinhas internas, inclusive, durante o dia e sem a observação dos protocolos de contenção da Covid-19 e com o conhecimento e participação da direção da UPA. Fato que foi negado pelos gestores, em uma reunião realizada no final de agosto entre a Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo, equipe diretiva da empresa e representantes da Secretaria Municipal de Saúde.

Eu pensei que a UPA fosse 24 horas e que o zelo da direção do InSaúde também fosse 24 horas. Não sabia que, de madrugada, todo mundo pode fazer o que quiser lá dentro. Então, a história de que a direção do InSaúde não sabia das confraternizações é mentira. Aliás, o instituto deveria demitir os dois diretores e a chefia de enfermagem, porque mentiram, fomos coniventes e, inclusive, participaram das confraternizações, assim como fizeram com os funcionários denunciados”, afirmou.

Meneguzzi também relatou denúncias recebidas de trabalhadores da UPA Central, referentes à conduta de médicos. Segundo eles, alguns profissionais costumam tratar os pacientes com negligência, descaso e desumanidade. Além disso, que a direção da empresa não tem um canal de comunicação com os trabalhadores.

Alguns servidores da UPA têm medo de serem demitidos. Eles não conseguem ser ouvidos pela direção do InSaúde. Já houve casos de óbito, segundo eles. Tem médicos que deixam as pessoas esperando por horas, porque estão dormindo. É assim que o médico tem que tratar a população? A Secretaria de Saúde deveria ficar mais atenta ao que ocorre na UPA Central, fiscalizar mais. Serão R$ 24 milhões em um ano pagos pelo Município e o InSaúde continua repetindo os mesmos erros do IGH na UPA Zona Norte”, salientou.

O vereador alertou ainda para o término do contrato do InSaúde com o Município, no dia 30 de outubro. Ele disse que os 200 funcionários estão apreensivos com o futuro da unidade de pronto atendimento e a manutenção dos empregos. “Essa empresa ficou ou não fica? A UCS? Vai ser feito um novo edital? Ou essa empresa que está fazendo um caos de gestão?”, questionou.

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Meneguzzi pede vistoria do Cremers na UPA Central

agosto 25, 2020

Pedido foi motivado pelos apontamentos do Cerest/Serra e confraternizações reveladas pela imprensa

O integrante da Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo de Caxias do Sul, vereador Alberto Meneguzzi/PSB, encaminhou documento ao presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), solicitando que o órgão faça uma vistoria na UPA Central. O pedido se deve ao relatório do Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (Cerest/Serra), que apontou uma série de 20 irregularidades, do ponto de vista de segurança de saúde dos trabalhadores da unidade de pronto atendimento.

Meneguzzi também justifica a solicitação por recentes reportagens publicadas na imprensa local, que revelam a realização de confraternizações internas na UPA Central. “Estes fatos comprometem a saúde dos funcionários e da população que ali busca o atendimento, além de irem de encontro às normas de contenção da Covid-19. O mais agravante é de que as festinhas se realizam dentro de uma unidade de saúde pública, onde deveria ser dado exemplo de prevenção ao Coronavírus”, salienta.

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Surto na UBS Esplanada: Meneguzzi pede testagem de todos os servidores

agosto 17, 2020

O integrante da Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo de Caxias do Sul, vereador Alberto Meneguzzi/PSB solicitou, na manhã desta segunda-feira (17),  à Secretaria Municipal da Saúde de Caxias do Sul, que todos os servidores lotados na Unidade Básica de Saúde do Bairro Esplanada sejam testados contra  o Covid-19.  “Recebi, pela manhã, a informação de que 10 profissionais de saúde foram afastados em função de terem positivado à Covid-19. São médicos, enfermeiras, técnicos e agentes de saúde. Trata-se de um surto que precisa de toda a atenção  por parte do poder público, para preservar a saúde dos servidores, funcionários da UBS e até da população que procura de atendimento por lá”,  destaca.

A UBS Esplanada é uma das maiores unidades de atendimento de Caxias e ficou fechada no final desta manhã para uma conversa entre os servidores e a chefia com o objetivo de planejar o trabalho no local no meio desta situação de surto. “Defendo e sempre defendi que todos os servidores da área da saúde, sejam testados frequentemente. Há de se ter um cuidado redobrado com quem está na linha de frente do atendimento e no enfrentamento desta pandemia. Isso, pelo menos para mim, parece ser meio que óbvio e já deveria estar sendo feito. Mas, muitos servidores de saúde, trabalham com muito medo da serem infectados com a doença. Todos nós precisamos nos cuidar e precisamos de cuidado, mas quando se trata dos servidores da área de saúde, o cuidado deve ser ainda maior. É preciso também ‘cuidar’ de quem cuida da gente. Isso é básico.” reforça Meneguzzi.

O secretário de Saúde confirmou o surto  e garantiu que todos os servidores serão testados e o atendimento da UBS Esplanada será adequado ao número de funcionários que permanecerão trabalhando. “Estou acompanhando este assunto de perto. O município não deve economizar recurso algum para a realização de testes. Testagem, deveria ser prioridade para todos, ainda mais para todos aqueles que trabalham na linha de frente no enfrentamento desta pandemia.” finaliza Alberto Meneguzzi.

Vereador Alberto Meneguzzi visita UPA Zona Norte

agosto 6, 2020

Parlamentar verificou novo sistema de trabalho no primeiro mês de contrato com a FUCS

O integrante da Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo, vereador Alberto Meneguzzi/PSB visitou, na tarde desta quarta-feira (05), UPA Zona Norte. A agenda ocorreu no Dia Nacional da Saúde. O parlamentar foi recebido pelo diretor médico, Walter Praetzel Porto; e as coordenadoras administrativa, Fabiane de Andrade, e de enfermagem, Vilma Ceron. Desde 1º de julho, a unidade é administrada pela Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS). Atualmente, são 202 funcionários trabalhando no pronto atendimento.

Meneguzzi visitou as instalações e conversou com os novos gestores a respeito da administração compartilhada da UPA Zona Norte com a Secretaria Municipal de Saúde. O vereador foi informado de que, por causa da pandemia, o número de atendimentos reduziu em relação aos primeiros meses do ano. Além disso, de que as alas de Psiquiatria e Traumatologia foram transferidas para a UPA Central (antigo Postão). “Lamento o fechamento destas alas. Apesar de diminuir o custo para o Município, me preocupa o fato destes dois tipos de serviços deixarem de ser prestados naquela região da cidade, sendo transferidos para a zona central”, salienta.

Ainda segundo Alberto Meneguzzi, o contrato emergencial com a FUCS, autorizado pelo Legislativo, vem sendo cumprido dentro das metas que foram propostas. “Há um outro ambiente no local. Ao contrário da época do IGH, que eram denúncias a toda hora por descumprimento das leis trabalhistas e protocolos de atendimento, que várias vezes levei ao conhecimento do Ministério Público. A grande maioria dos empregos foram preservados pela FUCS e essa foi uma das minhas reivindicações”, ressalta.

O parlamentar reitera posicionamento contrário à terceirização dos serviços de saúde pública. “No contexto que foi criado pela rescisão de contrato com o IGH, o contrato emergencial com a FUCS foi o mais sensato para manter o atendimento da população. Entretanto, acredito que, durante este período intermediário, o Município estude a municipalização da UPA Zona Norte e também o retorno dos servidores públicos à UPA Central e não renove o contrato com o InSaúde, no final deste ano”, reafirma.

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Caxias do Sul e Serra Gaúcha retornam à bandeira laranja do Coronavírus

agosto 3, 2020

O governo estadual aceitou o recurso impetrado pela Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne), em nome dos 49 associados e incluiu Caxias do Sul e região da Serra Gaúcha como zona de médio risco da Covid-19. Com isso, o município deverá seguir as medidas de contenção referentes à bandeira laranja do Coronavírus. A decisão foi anunciada na tarde desta segunda-feira (03), depois da reunião do Gabinete de Crise e a classificação vale até a próxima segunda-feira (10). Houve menos incidência de mortes e hospitalizações, segundo o governo do Estado.

Novas medidas de contenção, referentes à bandeira laranja podem ser implantadas pelo Executivo. Até esta segunda-feira, por exemplo, estava permitida a entrada de uma pessoa por família nos supermercados, distanciamento controlado nos estabelecimentos comerciais considerados como de atividades essenciais e uso obrigatório da máscara nas ruas e para ingressos nos locais autorizados ao atendimento ao público, entre outras.

Meneguzzi pede mais auxílio emergencial para as escolas de educação infantil de Caxias

julho 30, 2020

Parlamentar acredita que as instituições deveriam receber os valores integrais dos contratos com o Município

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB se manifestou, na sessão desta quinta-feira (30), pedindo mais auxílio emergencial para as escolas de educação infantil do Município. Nesta época de pandemia, algumas escolinhas foram obrigadas a paralisar as atividades, mas segundo ele, as instituições continuam prestando serviços, mesmo não recebendo as crianças no local.

“Quando a gente esteve aqui em uma reunião da Comissão de Educação, talvez tenha sido ingenuidade da minha parte, mas pareceu que além do pagamento integral teria ainda um outro auxílio. Mas depois vimos que é um corte de 50% no pagamento das vagas que são conveniadas,” salienta.

De acordo com Meneguzzi, é compreensível o zelo do Executivo com o dinheiro público. Entretanto, as escolinhas estão passando por dificuldades financeiras, sendo que a justificativa não pode ser que o serviço não esteja sendo prestado. De acordo com o parlamentar, ocorre um desrespeito com os donos das escolas de educação infantil. Além disso, que o projeto deveria ter uma discussão mais aprofundada com a classe artística.

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