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Na exortação apostólica “ Evangelh gaudium” sobre o anuncio do evangelho no mundo atual, o Papa Francisco reforça a necessidade de que tenhamos paciência no trabalho de evangelização e usa até um termo estranho para explicar a “Igreja em saída”. “ É a comunidade de discípulos e missionários que primeireiam , que se envolvem, que acompanha, que frutificam e festejam. Depois, mais adiante, ele explica o significado: Primeirear é tomar a iniciativa.

Todos somos convidados a aceitar a chamada para esta nova “saída” missionária. Mas é preciso sair também da própria comodidade e ter a devida coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do evangelho. E o Papa Francisco dá ênfase: “ A alegria do evangelho, enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária.” Infelizmente, muitos de nós, batizados, inseridos na comunidade-igreja, participantes desta ou daquela pastoral, agimos como evangelizadores tristes, impacientes ou ansiosos. Com isso, não irradiamos fervor, alegria e a coragem tão necessária para transformar o mundo. No contato com os outros, no diálogo e na doação verdadeira, é que a vida se fortalece. Solitária, isolada e de forma cômoda, a vida enfraquece e a missão se torna tarefa.

O Papa Francisco reforça a necessidade de entendermos, de uma vez por todas, de que “quando a Igreja faz apelo ao compromisso evangelizador, não faz mais do que indicar aos cristãos o verdadeiro dinamismo da realização pessoal” E ele reforça: “ Aqui descobrimos outra profunda lei da realidade: a vida se alcança e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros. Por isso, um evangelizador que vive sempre com uma cara de funeral, reclamando de tudo, sempre arranjando desculpas para não fazer e queixas disso e daquilo, não consegue tocar corações. Nós todos que nos sentimos chamados, devemos identificar a alegria do convite amoroso que Deus nos fez. Lembremo-nos sempre que a  nossa missão não é uma tarefa pessoal. Devemos entender que Jesus é o primeiro e maior evangelizador. É Ele que inspira, é Ele que provoca, é Ele que orienta e nos acompanha de mil e uma maneiras. Esta convicção nos permite manter a alegria do meio desta tarefa tão exigente e desafiadora que somos convidados a executar. Que tenhamos a certeza, de que da mesma forma que Deus nos pede tudo, Ele, ao mesmo tempo, nos dá tudo. Por isso, cuida do trigo, mas não perde  a paz por causa do joio.

E lembre-se: discípulos e missionários, “primeireiam”

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