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Vereador tem acompanhado a situação da falta de materiais, insumos e recursos humanos desde novembro de 2017

A partir de inúmeras denúncias e documentos enviados pelo vereador Alberto Meneguzzi (PSB), desde 2017, ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), o órgão realizou vistoria na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte. O relatório divulgado na quarta-feira, 20 de março, indica a possibilidade de interdição ética do local. Nesse sentido, o parlamentar tem acompanhado a situação da falta de materiais, insumos e recursos humanos praticados pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH), desde novembro daquele ano.

Na época, quando recebeu relatos de assédio moral, irregularidades de pagamento a servidores e descumprimento do contrato estabelecido pelo IGH com o Executivo caxiense com o custo de R$ 1,8 milhão mensal, Meneguzzi encaminhou denúncias ao Cremers, ao Ministério do Trabalho e também ao Ministério Público do Trabalho. O mesmo teor foi protocolado junto ao Ministério Público, que em dezembro de 2017, instaurou inquérito civil IC.00748.00162/2017, para “investigar irregularidades no funcionamento da UPA Zona Norte, no que tange à falta de medicamentos, equipamentos, materiais, ambulância, insuficiência de recursos humanos e falta de capacitação técnica dos funcionários.”

Periodicamente, o vereador vai à tribuna da Câmara para falar sobre o inquérito e novas denúncias que chegam ao gabinete do parlamentar. O número de relatos aumentou consideravelmente após o fechamento do Pronto Atendimento 24h para reformas, em agosto de 2017. Em diversas situações, sobretudo em feriados e finais de semana, a espera para atendimento passava de 8h. Meneguzzi pontua que a condição não é ser contra ou a favor da UPA Zona Norte, mas do IGH que administra o local desde a sua abertura, em 20 de setembro de 2017.

O relatório do Cremers descreve o subdimensionamento da equipe médica. Em dezembro de 2017, Meneguzzi denunciou e provou, por meio de cheques a quarteirização das equipes de pediatria, uma vez que a contratada era de Erechim. Ele define essa infração como a mais grave, já que, conforme protocolo, a unidade deveria contar com três médicos, sendo um para o gerenciamento dos atendimentos e outros dois para os consultórios ambulatoriais. Segundo as denúncias, em diversas situações, apenas dois profissionais precisam dar conta de todo o processo.

Para Meneguzzi, a situação demonstra a falta de compromisso do IGH com a comunidade de Caxias do Sul e a falta da fiscalização da prefeitura com o dinheiro público. “Esse sucateamento está respingando na população atendida, uma vez que diminuindo a qualificação das equipes, a incidência do assédio moral, o estresse dos servidores e a falta de insumos não são fiscalizados pelo Executivo que, mesmo tendo inquérito civil instaurado, opinou pela renovação do contrato com essa empresa”, completa o vereador.

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