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Alberto Meneguzzi – vereador PSB e presidente da Câmara Municipal de Caxias do Sul

Fala-se da nova política, que ela é o caminho e a verdade dos dias atuais. Critica-se a velha política, que já está ultrapassada, que é uma mentira que não pode ser repetida. O debate político tem sido assim, quase um mantra: o novo é bom, justo, ético, correto. O velho é horrível, ruim, injusto, perverso. Mas o que é o novo que tem se apresentado no país como conceito para justificar as ações de muitos políticos? Como ser novo, em qualquer segmento, sem dialogar? Como transformar sem procurar ajuda, olhando apenas para o próprio umbigo, sem se interessar para o que os outros pensam?

O conceito de diálogo se refere a uma conversa entre uma ou mais pessoas. Alguns pensadores clássicos gregos (especialmente Sócrates) não davam tanta importância à comunicação escrita e defendiam suas ideias através da comunicação oral, portanto, com diálogo. Esta era a forma mais adequada para defender as ideias, de confrontá-las com outras pessoas, assim como para tentar chegar a uma conclusão. A defesa do diálogo tinha um objetivo: alcançar a verdade. Esta prática socrática influenciou bastante seu discípulo mais importante: Platão. Para manter o espírito de seu mestre, Platão escreveu suas obras em forma de diálogo. Os personagens mantém um debate permanente como método para chegar próximo da verdade.

Eis o que aqueles que se dizem da nova política deveriam propor como algo que deveria ser inegociável: debate e diálogo permanente para se chegar o mais próximo possível da verdade. Assim, não seria apenas a nova política, mas a boa política. É isso, que antes de qualquer coisa os cidadãos querem: boa política, que não fica achando culpados, mas busca soluções, que ouve a todos, abre possibilidades de conversa e debates e não se fecha nos próprios conceitos. A boa política não discrimina o que é velho e nem supervaloriza o que é novo, mas faz suas de suas ações, algo que beneficia o bem comum.

Há um desafio claro e urgente que precisa ser praticado por todos os políticos, sem exceção: trabalhar pela verdade, pela transparência, na busca incansável pelo diálogo.

Fora disso, não é nem velha política, nem nova política: é a mesmice de sempre, que a população não aguenta mais!

— 2 comentários —

    • Obrigado pelo seu comentário, Valdir! Tenho a certeza que não basta a filosofia. Partamos para outro grande líder, Jesus! Ele não fez nada sozinho, sempre dialogou, perguntou e promovia a interação entre todos. Há algo que precisa ficar claro, nem todo o político é corrupto e por isso, escrevi que não podemos e nem devemos discutir sobre a nova ou velha política, mas a boa política, aquela que dialoga, que não deixa de fazer, mas que não faz nada sozinho!

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