Meneguzzi repercute resposta do Executivo sobre sugestão de sindicância

outubro 15, 2019

Parlamentar criticou suposta retaliação adotada pela Secretaria de Saúde

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB se pronunciou, na sessão desta terça-feira (15) para repercutir documentos recebidos da Controladoria-Geral do Município (CGM) sobre uma sugestão de sindicância enviada à Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O órgão enviou uma documentação a respeito da indicação do parlamentar, para que a Secretaria investigasse o suposto favorecimento a um médico, no atendimento por meio de horas extras, aos sábados, no Centro Especializado em Saúde (CES). O agravante é de que o referido profissional é marido da coordenadora desta unidade de atendimento.

Juntamente com a documentação, foi enviada a cópia de um e-mail trafegado entre as servidoras Lauren Raymundi Moreira (médica) e Nicole Alberti Golin (coordenadora do CES). Na mensagem, Lauren pede os pontos originais dela e de mais três médicos, de janeiro a julho deste ano, sendo que a intenção é instruir um processo judicial contra dois deles.

Eu pedi que fosse feita uma apuração, baseada em informações que eu recebi através do pedido de informações. Mas na Secretaria da Saúde, em vez de explicar essa situação, eles começaram caça às bruxas. Quem foi que deu informações para o vereador? Quem me trouxe essa informação foi o meu pedido de informações. A CGM disse que não é prerrogativa deste vereador, mas nós temos legitimidade para fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos”, afirmou.

Meneguzzi criticou o fato de Lauren ter citado na mensagem, que as informações serviriam também para ingressar com uma representação ele na Comissão de Ética Parlamentar da Câmara de Vereadores. “A Dra. Lauren, até 2017 era contra o prefeito Guerra, depois virou CC e agora é a favor. Ela quer documentos para processar dois médicos e para ingressar contra mim na Comissão de Ética”, salienta.

No documento, Lauren também faz uma denúncia contra a ex-secretária da Saúde, Dilma Tessari. Segundo a mensagem, teria havido irregularidade na contratação do serviço de interpretação de exames por parte de médicos cardiologistas vinculados ao Hospital Geral. “Sinceramente, Dra. Lauren peça exoneração do cargo. Não tem competência. Por que não fiscalizou se tem algum problema com os contratos”, afirmou.

Confira as vagas do Sine Caxias para quarta-feira, 16 de outubro

outubro 15, 2019

VAGAS SINE CAXIAS DO SUL – 16/10/2019

ADMINISTRADOR PESSOAL

AJUDANTE DE AÇOUGUEIRO

ALIMENTADOR DE LINHA DE PRODUÇÃO

ALMOXARIFE

ASSISTENTE ADMINISTRATIVO

ATENDENTE DE PADARIA

ATENDENTE DE LANCHONETE – PCD –

AUXILIAR DE ESTOQUE

AUXILIAR DE EXPEDIÇÃO

AUXILIAR DE COBRANÇA- PCD –

AUXILIAR DE LIMPEZA

AUXILIAR DE LIMPEZA – PCD –

ATENDENTE DE LANCHONETE

AUXILIAR DE MANUTENÇÃO PREDIAL

AUXILIAR DE SEGURANÇA

AUXILIAR DE TOPÓGRAFO

AUXILIAR TÉCNICO EM OBRAS E INFRA-ESTRUTURA DE ESTRADAS

BALCONISTA

CASEIRO

CONFERENTE DE CARGA E DESCARGA

COBRADOR EXTERNO

CONFERENTE DE LOGÍSTICA

CORTADOR DE ROUPAS

COSTUREIRO DE AMOSTRA

COSTUREIRO EM GERAL

COZINHEIRO INDUSTRIAL

EDUCADOR INFANTIL – VAGA URGENTE –

ESTOFADOR DE MÓVEIS – VAGA URGENTE –

ENTREGADOR DE BEBIDAS (AJUDANTE DE CAMINHÃO) – VAGA URGENTE-

INSTALADOR DE ALARME

IMPRESSOR -VAGA PARA NOVA BASSANO

MECÂNICO DE MANUTENÇÃO DE CAMINHÃO A DIESEL

MONTADOR DE EQUIPAMENTOS DE ESCRITÓRIO

MOTORISTA DE CAMINHÃO – VAGA URGENTE –

MOTORISTA ENTREGADOR

MARCENEIRO

MECÂNICO DE MOTOR A DIESEL

MONTADOR DE ESTRUTURAS METÁLICAS

MONTADOR SOLDADOR

MOTORISTA DE AUTOMÓVEIS

OPERADOR DE CAIXA MENSALISTA

OPERADOR DE EXTRUSORA

OPERADOR DE MOINHO DE ESPECIARIAS

OPERADOR DE CAIXA

OPERADOR DE DOBRADEIRA

OPERADOR DE MÁQUINAS DE DOBRAR CHAPAS

OPERADOR ELETROMECÂNICO

OPERADOR DE MÁQUINA DE ENVASAR LÍQUIDOS

OPERADOR DE VENDAS]OPERADOR DE RETRO-ESCAVADEIRA

PINTOR DE MÓVEIS

PREPARADOR DE PEÇAS

PASSADEIRA DE PEÇAS CONFECCIONADAS

PROMOTOR DE VENDAS -PCD –

PASSADOR DE ROUPAS

TÉCNICO EM ENFERMAGEM

VENDEDOR INTERNO

VENDEDOR PRACISTA

VENDEDOR PRACISTA – PCD –

OBS. AS VAGAS ACIMA ESTARÃO DISPONÍVEIS DE ACORDO COM O NÚMERO DE CANDIDATOS SOLICITADOS PELO EMPREGADOR.

PCD VAGAS EXCLUSIVAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (COM LAUDO MÉDICO)

Inclusão de Caxias na Rota das Cervejarias recebe parecer favorável na Assembleia Legislativa

outubro 14, 2019

Desde 2017, vereador Meneguzzi e deputado Elton Weber articulam o ingresso do Município no bloco de cidades

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB comemora a relatoria da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação da Assembleia Legislativa do Estado, que se manifestou favorável à inclusão de Caxias do Sul à Rota das Cervejarias. A informação foi confirmada pelo deputado estadual Elton Weber/PSB, na tarde desta segunda-feira (14). O parecer será oficializado na reunião do próximo dia 22 de outubro.

A reivindicação Associação dos Produtores de Cerveja da Serra Gaúcha (Aprocerva/Serra) vem desde 2017, quando os dois parlamentares encamparam a articulação para que Caxias fizesse parte desta rota turística. Também foram realizadas reuniões com a diretoria da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC Caxias).

Dados revelam que Caxias do Sul é a terceira maior cidade do Brasil em número de cervejarias, com 14 empresas artesanais e mais de 100 produtores caseiros – mais conhecidos como “paneleiros” – que também são representados pela Cervaserra. Em nível nacional, o Município fica atrás somente de Porto Alegre e de Nova Lima/MG.

Conforme Alberto Meneguzzi, confirmada a constitucionalidade do projeto do deputado Elton Weber, a expectativa é de que a matéria seja votada ainda este ano, antes do recesso parlamentar. “A inclusão de Caxias nesta rota vai contribuir para o desenvolvimento econômico e turístico. Precisamos apostar e trabalhar pela diversificação da matriz produtiva do Município. A Rota das Cervejarias atrai milhares de turistas para cidades bem próximas, como Gramado e Canela. Reforço a importância desta inclusão, também pela crescimento da produção cervejeira e pelo empreendedorismo deste setor”, salienta Meneguzzi.

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Meneguzzi protocola denúncias sobre suposta negligência na UPA Zona Norte

outubro 11, 2019

Denúncias foram oficializadas aos Ministérios Públicos Federal e Estadual

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB protocolou, na manhã desta sexta-feira (11), documentos nos Ministérios Públicos Federal e Estadual, solicitando investigação sobre duas denúncias de suposta negligência por parte do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), na UPA Zona Norte.

Os casos se referem a dois casos de óbito, sendo um deles, dentro da UPA Zona Norte. Trata-se do menino Theillor Martins Matos, de 10 anos, que morreu no último sábado (05), por meningite bacteriana, segundo atestado de óbito fornecido pela unidade de pronto atendimento. Outra denúncia é sobre o falecimento de Marlene das Graças Ribeiro da Silva, de 52 anos, no dia 1º de outubro. Ela morreu em casa, depois de ter sido atendida na UPA, no dia 30 de setembro, com sintomas de diabetes. Na certidão de óbito, o médico atestou infarto do miocárdio.

As duas mortes merecem esclarecimentos, principalmente, por parte do IGH, que gere a UPA Zona Norte. Até o momento, o Executivo nem sequer se manifestou a respeito das denúncias de supostas negligências. Acionei a Comissão de Saúde para questionar a Secretaria Municipal de Saúde. Agora, encaminhei aos Ministérios Públicos as denúncias para que sejam apuradas as responsabilidades”, salienta o parlamentar.

Nos documentos, Meneguzzi solicitou audiência com a promotora e o procurador para tratar do assunto. O vereador deverá ser acompanhado pelos denunciantes Jomar Matos, pai de Theillor; e Gleison da Silva, filho de Marlene.

 

Meneguzzi denuncia descumprimento de ordem judicial pelo IGH

outubro 10, 2019

Direção da UPA Zona Norte não acatou determinação pela necropsia de menino morto por meningite bacteriana

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB se pronunciou na tribuna da Câmara, na sessão desta quinta-feira (10), sobre o caso da morte do menino Theillor Martins Matos, de 10 anos, ocorrido na manhã do último sábado (05), na UPA Zona Norte. Segundo o atestado de óbito emitido pela unidade, a causa da morte foi meningite bacteriana.

Meneguzzi relatou a visita do pai da criança, Jomar Matos e da irmã, Paola, ao gabinete dele, na tarde desta quarta-feira (09). Eles foram pedir o apoio do parlamentar sobre a investigação das circunstâncias que envolveram a morte de Theillor e a veracidade da causa mortis, que foi atestada na certidão de óbito.

O vereador informou detalhes dos momentos vividos pela família, que foram relatados por Jomar. O metalúrgico aposentado disse que teve que entrar na Justiça para que fosse feita a necropsia no corpo do menino. Entretanto, a direção do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que administra a UPA, teria se negado a encaminhar o processo, transferindo a responsabilidade para a Polícia Civil. Conforme Jomar, órgão que avaliou sem necessidade a realização do procedimento.

Para Alberto Meneguzzi, além de desacatar a Justiça, os fatos levam a crer que a direção do IGH foi negligente no atendimento e nos procedimentos pós-mortem de Theillor. “A UPA Zona Norte descumpriu a determinação judicial para encaminhar a necropsia e fez um atestado de óbito, dizendo que era meningite, sem fazer o exame para atestar a doença. E o pai, depois de 17h esperando pelo procedimento, acabou resolvendo enterrar o filho”, contou.

Ainda segundo o parlamentar, o agravante foi a pressa da unidade para que o corpo do menino fosse retirado do local e o tratamento dado pela assistência social da UPA. “E ficaram mandando ele tirar o corpo dali, porque talvez pareça mais um número mesmo, porque precisam do leito para outra pessoa. Ninguém da Secretaria de Saúde ligou pra essa família. O IGH providenciou uma assistente social e ela disse que a família viajasse para Santa Catarina para desencanar um pouquinho. Como se a perda de um filho de 10 anos fosse ser superada com uma viagem. Foi isso que o pai e a filha me disseram”, revelou Meneguzzi.

O vereador contou ainda um caso semelhante, revelado ao gabinete dele, também na tarde desta quarta. Ele se referiu ao pronto atendimento de Marlene das Graças Ribeiro da Silva, de 52 anos. Ela foi atendida na UPA Zona Norte, no dia 30 de setembro, com sintomas de infarto do miocárdio. Segundo informações do filho dela, Gleison da Silva, não feito exame de sangue dela, apenas eletrocardiograma. Ela morreu no dia seguinte por infarto. Assim como o caso de Theillor, a família de Marlene também registrou ocorrência policial contra o IGH. Os dois casos serão encaminhados para averiguação dos Ministérios Públicos Federal e Estadual.

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Meneguzzi denuncia falta de 21 médicos na rede pública de Caxias

outubro 9, 2019

Parlamentar contesta falta de prioridade do Executivo para o setor

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB utilizou a tribuna do Legislativo, na sessão desta quarta-feira (09), para repercutir a resposta a um pedido de informações sobre a atual situação da saúde pública de Caxias do Sul. Conforme o relatório da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com estatística até o dia 12 de setembro, nas 49 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), o déficit de médicos na rede básica era de 21 profissionais.

Pelo levantamento, faltavam sete médicos nas UBSs Campos da Serra, Centenário, Desvio Rizzo, Esplanada, Galópolis, Santa Fé e Vila Lobos. A justificativa é de que eles teriam se desligado do Programa Mais Médicos. Também faltam seis clínicos gerais nais nas UBSs Desvio Rizzo, Diamantino, Pioneiro, Planalto Rio Branco, Galópolis e Vila Lobos; e outros três ginecologistas no Parque Oásis, Vila Ipê e Planalto Rio Branco.

Segundo Meneguzzi, a gestão da saúde pública não reflete a prioridade que o prefeito Daniel Guerra prometeu em campanha eleitoral. “As equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) são a porta de entrada do SUS, mas apenas 32% das UBSs são atendidas. Realmente, está fazendo gestão para atender. Isso, sim, merece uma explicação do líder de governo, vereador Renato Nunes, aqui na tribuna. As pessoas estão há 13 horas espertando na fila da UPA, na fila de espera para cirurgias eletivas. Esse caos foi trazido aqui na Câmara pelos diretores dos hospitais”, ressaltou.

O vereador acredita que o chefe do Executivo se preocupa mais em viajar com o irmão, o chefe de gabinete, Chico Guerra, do que investir na qualificação da saúde. Fato que leva os pacientes a superlotarem o pronto atendimento, tendo em vista a falta de médicos nos postos de saúde dos bairros.

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Meneguzzi critica licitação e viagens de Daniel e Chico Guerra

outubro 8, 2019

Vereador cobrou mais presença do prefeito e transparência na licitação para a UPA Central

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB se pronunciou na tribuna da Câmara, na sessão desta terça-feira (08), durante a discussão sobre a admissibilidade da da denúncia de impeachment do prefeito Daniel Guerra. O parlamentar criticou o fato de o Executivo ter direcionado a licitação para a gestão compartilhada da UPA Zona Norte. Além disso, destacou o agravante de que uma das duas selecionadas tem problemas com a Justiça Trabalhista. “São 200 autos de infração contra si em vários pontos do país, o Instituto Nacional de Pesquisa e Gestão em Saúde. É um processo realmente que merece uma investigação”, reforçando uma das alegações apresentadas na denúncia de impeachment de autoria do ex-vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu.

Meneguzzi lembrou também das irregularidades atribuídas ao Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que administra a UPA Zona Norte. Segundo ele, várias delas foram encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF), Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal, Secretaria Municipal da Saúde e ao prefeito Daniel Guerra. O vereador alerta que são R$ R$ 30 milhões de recursos públicos para o IGH e para a empresa que irá administrar a nova UPA Central. “É muito dinheiro e pairam dúvidas. E uma empresa que tem tantos autos de infração contra si, como vai administrar uma Unidade de Pronto-Atendimento como a UPA Central, importantíssima para a cidade de Caxias do Sul?”, questionou.

Alberto Meneguzzi encerrou a manifestação, criticando mais uma viagem do prefeito e do chefe de gabinete, o irmão dele, Chico Guerra. “Eu não sei onde está o prefeito. Parece que está viajando de novo. Diárias a R$ 3.054,00 para Brasília, para São Paulo, para Salvador, pelo menos é o que está na nota de empenho, hoje, no site da Prefeitura de Caxias do Sul”, ressaltou.
De acordo com o Portal da Transparência do Município, somente este ano, Daniel Guerra já recebeu R$ 28.183 em diárias. Já Chico Guerra, desde março quando se licenciou no Legislativo para assumir a chefia de gabinete, já recebeu R$ 35.816 para viajar a serviço do Município, conforme justificado nas notas de empenho emitidas em favor deles.

Meneguzzi pede investigação sobre a morte de menino por meningite na UPA Zona Norte

outubro 8, 2019

Denúncia de suposta negligência será encaminhada ao Ministério Público

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB vai encaminhar aos Ministérios Públicos Federal e Estadual, uma representação contra o Instituto de Gestão e Humanização (IGH), pela morte do menino Theillor Martins Matos, de 10 anos, que morreu na manhã do último sábado (05), vitima de meningite. No mesmo dia, o parlamentar recebeu uma denúncia de suposta negligência no pronto atendimento da criança.

Segundo informações, o menino não teria recebido os procedimentos necessários para investigação dos sintomas e acabou morrendo, durante o segundo comparecimento à UPA. A primeira teria ocorrido na noite da sexta-feira (04). A família de Theillor registrou ocorrência policial pela morte dele.

Meneguzzi já encaminhou a denúncia para a Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal. Além disso, será feito um pedido de informações à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), questionando detalhes sobre o atendimento do menino e solicitando cópia dos prontuários. O vereador também protocolará uma representação nos Ministérios Públicos Federal e Estadual.

A morte do menino merece um esclarecimento urgente por parte do IGH, empresa que administra o local e da Secretaria de Saúde do município. Há suspeita de negligência no atendimento. O Ministério Público é a instância superior para apurar se realmente a denúncia procede. Vou acompanhar bem de perto os desdobramentos a partir das denúncias que chegaram até mim ainda na noite do último sábado. É importante que tudo seja esclarecido, para que os processos de atendimento da UPA sejam melhorados a cada dia”, afirma Meneguzzi.

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Meneguzzi encaminha documentos sobre demandas reprimidas na saúde ao MP

outubro 4, 2019

Respostas ao pedido de informações de sua autoria revela falta de médicos em UBSs e espera de mais de 10 meses por exames

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) encaminhou, na tarde desta sexta-feira, 04 de setembro, documentos sobre as demandas reprimidas na saúde de Caxias do Sul ao Ministério Público Estadual. O ofício vai acompanhado dos anexos recebidos por ele em resposta ao requerimento 132/2019, que solicitava informações acerca dos atendimentos no Centro Especializado em Saúde (CES) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs)

No documento, ele cita a preocupação com a falta de médicos, sobretudo os clínicos, pediatras, ginecologistas e da Estratégia da Saúde da Família, num total de 21 pessoas. A ausência desses profissionais é maior em bairros como Vila Lobos, Planalto Rio Branco, Galópolis, Parque Oásis e Desvio Rizzo. Meneguzzi apresenta dados da demanda reprimida em exames e procedimentos.

De acordo com o levantamento do Executivo, no mês de agosto de 2019, havia 1.256 usuários do SUS esperando pelo exame de colonoscopia, sendo ofertadas 117 vagas mensais. Com isso, o tempo médio previsto para agendamento é de mais de 10 meses. Para densitometria óssea são mais de 180 dias de espera. Já o exame de ecocardio transesofágica havia 75 pessoas na espera por quatro vagas no mês, um total de mais um ano e meio até a data prevista para o agendamento. Ressonância magnética adulta e infantil, com anestesia, perfazem um total de 11 meses de fila. Por fim, o estudo eletrofisiológico chega a 29 meses de espera.

A demanda de cirurgias autorizadas e não realizadas, em 02 de agosto, chegava a 4.849 pessoas na fila de espera. “É preocupante e alarmante a situação da saúde. Foram realizados concursos, mas teve áreas que não houve interessados, mas isso precisa ser resolvido. Pedi que sejam tomadas as medidas cabíveis, tendo em vista que a comunidade caxiense aguarda por atendimento e, certamente alguns destes casos de espera já agravaram doenças ou podem levar pessoas a óbito”, explica Meneguzzi.

Meneguzzi expressa indignação com falta de materiais básicos em UBSs

outubro 3, 2019

Ele lastima ausência de investimentos na área da saúde, enquanto o Executivo esbanja dinheiro nas diárias do chefe de gabinete Chico Guerra

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) foi a tribuna da Câmara, na sessão ordinária desta quinta-feira, 03 de outubro, e expressou sua indignação com a falta de investimentos em materiais básicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Caxias do Sul. Em contrapartida, o Executivo esbanja dinheiro nas diárias do prefeito Daniel Guerra e do chefe de gabinete e seu irmão Chico Guerra, ambos do partido Republicanos.

Meneguzzi recordou que em outra ocasião, o vereador Arlindo Bandeira (PP) relatou que em Fazenda Souza, um dentista estava utilizando a luz do telefone celular para fazer os procedimentos, pois a cadeira odontológica estava com a lâmpada queimada e não havia como substituir. Da tribuna, também reforçou a fala da vereadora Gladis Frizzo (MDB) que comprou pilhas para uma UBS. Para ele, essas denúncias são gravíssimas e a falta de materiais para atender a população é o cúmulo.

Na visão do parlamentar, as UBSs têm servidores competentes, mas se encontram de mãos atadas. Caso se pronunciem sobre as situações ou façam denúncias, correm risco de perseguição por parte do Executivo. Meneguzzi lembrou o que ouviu de uma servidora da área da saúde, que não tinha folhas de ofício no seu local de trabalho e que levava papel higiênico de casa.

Diante disso Meneguzzi comparou as deficiências no atendimento e a falta de materiais com o gasto do gabinete do prefeito em passagens e diárias. “Quase R$ 60 mil gastos só pelo vereador Chico Guerra, chefe de gabinete, em diárias para diversos lugares sem nem prestar contas dessas viagens. Mais não sei quanto para o prefeito, isso já dá R$ 160 mil, R$ 170 mil no ano, e não temos dinheiro para pilha para verificação de sinais vitais numa UBS”, concluiu.